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Comportamento

A tão sonhada felicidade

Curso ensina a se libertar de mitos para alcançar a vida plena


    • São José do Rio Preto
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Apesar de ser estudada como ciência, a felicidade continua sendo subjetiva. Isso porque, para cada um, ser feliz tem um significado diferente e a resposta para alcançar o tão desejado sentimento é única para cada pessoa. Entretanto, desde que passou a ser estudada nos bancos das universidades, deixou de ser tratada como sentimento e passou a ser analisada pela psicologia positiva, pela neurociência, pela filosofia e por tantos outros campos científicos que compõem essa ciência. Dessa forma, o professor Gustavo Arns diz que basta um pouco de treino e conhecimento e qualquer pessoa pode atingir a tão desejada felicidade.

Arns é o idealizador do Congresso de Felicidade que anualmente acontece em Curitiba, no Paraná. Ele estuda bem-estar e a felicidade desde 2013, quando assistiu à palestra sobre o assunto do professor de Harvard Tal Ben Shahar. Também é coordenador do curso "Felicidade e Bem-Estar - O que a ciência diz sobre uma vida boa", da Universidade Positivo (UP), aberto a qualquer pessoa que deseja entender e buscar a vida plena. "Assim que a felicidade passou a ser vista como ciência, entendeu-se que é um hábito a ser trabalhado, como um treino na academia, em busca da forma perfeita", explica.

O problema, diz Arns, é que a crença mais comum de que a felicidade está atrelada ao sucesso, o qual as pessoas entendem que é o caminho para atingi-la e está sempre vinculada a um momento externo: acham que serão felizes quando chegar a sexta-feira, quando saírem de férias, quando comprarem um carro ou receberem uma promoção, por exemplo. A "fórmula" correta é exatamente a inversa: busque a felicidade, que o sucesso vem atrás.

Ele não dá a fórmula da felicidade, mas ensina a dissecar cada "parte" da felicidade e como cada um deve encontrar as respostas dentro de si. "A felicidade é sempre colocada num ponto externo, quando, na verdade, a única forma de se obter felicidade é o aqui e o agora", diz Gustavo Arns.

Defina felicidade: Cada um precisa definir o que o torna feliz. E essa é uma "viagem" para dentro de si, um estudo forçado do autoconhecimento. O conceito de felicidade precisa ser "quebrado" em partes. A felicidade é uma combinação de bem-estar físico, emocional, relacional, intelectual e espiritual;

Desperte para o momento: Se você se é uma pessoa negativa, veja o que pode fazer para mudar. Pense em cada coisa que o torna infeliz e encontre maneiras de reverter cada uma delas;

Tenha um olhar mais positivo: Desperte a capacidade de enxergar, em qualquer situação, seja ela boa ou ruim, o lado bom da história;

Seja grato: Gratidão é apreciar as coisas boas que você já possui;

Melhore sua autoestima: Positividade e otimismo têm a ver com a forma como cada um enxerga a si mesmo, como cada um usa a autoconfiança e a autoestima frente aos problemas da vida. Melhore a sua;

Cuidado com o excesso de otimismo: O pensamento positivo não vai resolver os seus problemas. Otimismo é esperar pelo melhor, mas também trabalhar para alcançá-lo.

Fonte: Gustavo Arns