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Carreira

As emoções a favor do seu trabalho

Ter inteligência emocional ajuda a lidar com a pressão


    • São José do Rio Preto
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As pressões estão por todos o lados, tanto na vida pessoal como na profissional. O resultado são antessalas de consultórios médicos lotadas por conta de transtornos psicológicos que surgem das mais diferentes origens. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de pessoas ou 9,3% de sua população. "Os números são preocupantes para o desenvolvimento econômico do País. Ter uma população doente significa mais afastamentos no trabalho, prejuízo para as empresas e gastos para o governo em saúde. É um efeito dominó", explica a executiva de RH Tânia Ludovico.

Mas as exigências das atividades no trabalho continuam e, segundo ela, o grande diferencial hoje na hora da contratação é ter inteligência emocional. Saber conduzir as situações difíceis não só no mundo corporativo como no pessoal é essencial. Embora sem saber ao certo o que é a inteligência emocional, muita gente coloca a habilidade no currículo para chamar a atenção do recrutador.

Apesar de parecer um termo bem técnico, de uma forma simples, tem mais a ver com nosso dia a dia como pais, mães, filhos, marido ou profissional. É a capacidade que todo ser humano pode e deve desenvolver. Emoções desde medo, tristeza, raiva, amor e como podemos direcioná-las de forma positiva e consciente e não deixar com que elas nos manipulem ou fazer com que a gente exploda com as pessoas de fora ou que a gente imploda, causando uma série de doenças.

Entretanto, pesquisa realizada por Travis Bradberry e Jean Greaves, autores do livro "Inteligência Emocional 2.0", apenas 36% das pessoas possuem essa característica. Muitos teóricos acreditam que, além de ser inteligente intelectualmente, é preciso ser inteligente emocionalmente para alcançar o sucesso em todas as esferas da vida. "O mundo moderno está criando seres extremante inteligentes intelectualmente, mas com muita dificuldade de administrar suas emoções, demonstrar ou receber o amor e afeto pelas pessoas", diz o terapeuta transpessoal Tadashi Kadamoto.

"É bom lembrar que o caminho para o desenvolvimento da inteligência emocional não é linear. É comum ter períodos estagnados e outros mais acelerados. Uma dica é se concentrar sempre na terceira habilidade, a orientação para a realização, uma vez que ela ajuda muito na hora de organizar e executar as tarefas diárias. É uma base para as habilidades seguintes", explica Tânia Ludovico.

  • Autoconsciência das emoções: identifique as próprias emoções e gatilhos. Veja quais sentimentos remetem a outras situações da vida e que são reflexos de traumas, mágoas e marcas deixadas por algo ou alguém;
  • Autocontrole das emoções: questione cada emoção e trate de compreendê-las melhor;
  • Orientação para realização: assuma desafios e coloque metas para serem desenvolvidas a cada dia, com o objetivo de superar os padrões;
  • Otimismo: emoções são contagiosas. Procure enxergar o lado positivo em todas as situações. Ser otimista é essencial para os relacionamentos interpessoais;
  • Adaptabilidade: aprenda a mudar quando preciso;
  • Empatia: coloque-se no lugar do outro para identificar as preocupações, sentimentos e interesses;
  • Consciência organizacional: identifique-se com a cultura e os valores organizacionais da empresa;
  • Influência: aprenda a gerar impactos positivos sobre os outros, bem como a convencê-los e persuadi-los;
  • Gestão de conflitos: use a sensibilidade para ajudar o próximo a superar momentos emocionais tensos, estressantes e difíceis de resolver;
  • Liderança inspiradora: transmita sentimentos positivos como confiança e senso de propósito e extrairá dos outros resultados satisfatórios;
  • Trabalho em equipe: ajude o colega, a fim de atingir as metas e objetivos da empresa.

Fonte: Tânia Ludovico, executiva de RH