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Sínodo da Amazônia

Papa rejeita ordenação de homens casados


    • São José do Rio Preto
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No documento Querida Amazônia, divulgado na manhã desta quarta-feira, 12, o papa Francisco recua da proposta de que, em casos específicos e de acordo com a necessidade, homens casados sejam ordenados padres em comunidades afastadas da região amazônica. A proposta foi discutida pelos bispos durante o Sínodo da Amazônia, realizado em outubro, no Vaticano.

Francisco rejeitou a medida mesmo após a recomendação positiva de bispos. A "exceção amazônica" do celibato foi levantada por bispos em razão das "enormes dificuldades de acesso à eucaristia", já que parte das comunidades da região ficam meses e até vários anos sem a presença de um sacerdote. Para diminuir o problema, foi pedido ao papa que autorizasse a ordenação de sacerdotes sem exigência do celibato.

A medida, frisaram os bispos favoráveis, seria aplicada a "homens idôneos e reconhecidos pela comunidade, que tenham diaconato permanente fecundo e recebam uma formação adequada para o presbiteriado". Outra exigência é que esses homens tivessem "uma família legitimamente constituída e estável".

Retomada

Relator-geral do Sínodo da Amazônia, o cardeal d. Cláudio Hummes afirmou que a proposta de ordenação será retomada pelo Vaticano. "Essa questão deverá ser trabalhada agora com o papa, nas instâncias da Santa Sé. Será retomada", disse. "Esse pedido terá que ser elaborado e cumprido."

O cardeal disse que o documento final do Sínodo - não citado pelo papa - "não vai para a estante" e que a Igreja deve ser empenhar na sua aplicação.