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Editorial

Capital regional


    • São José do Rio Preto
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Modernização do aeroporto como reflexo de um processo de privatização, construção de um complexo de marginais e terceira faixa ao longo da rodovia Washington Luís de Mirassol a Cedral, plano de concessão de outras rodovias estaduais, criação oficial da Região Metropolitana. O discurso do vice-governador Rodrigo Garcia, na entrevista que o Diário da Região publicou domingo, caminha para um ponto de convergência e encontra sintonia com as demandas regionais.

Como afirmou o vice-governador, a viabilização desse conjunto de projetos passa necessariamente pela criação da chamada Região Metropolitana para, assim, buscar a implantação de uma série de mecanismos de planejamento regional. "Não dá mais para pensar Rio Preto só como uma cidade, deve se pensar como uma metrópole", disse Rodrigo, que também bateu numa tecla fundamental: "Não queremos fazer região metropolitana de papel".

Trata-se de um processo capaz de beneficiar todo o Noroeste paulista. "Queremos mobilizar a sociedade, mostrar o que o governo pensa com relação a esse planejamento, envolver não só poderes públicos, prefeitos, câmaras, mas a sociedade civil", ressaltou Rodrigo na entrevista ao repórter Vinícius Marques. Parece muito claro para o governo do Estado, portanto, que esse é um caminho do qual as lideranças estaduais e regionais não podem mais se afastar. É um mecanismo de desenvolvimento de uma das regiões mais importantes do Estado mais rico do País.

Reportagens do Diário já mostraram com riqueza de detalhes o fenômeno da conurbação, que há alguns anos vem se desenhando. Entre Rio Preto e Mirassol, por exemplo, os grandes empreendimentos imobiliários, notadamente os condomínios de moradia, praticamente já emendaram as duas cidades, tendência também verificada rumo a Bady Bassitt e que certamente se dará em direção a Cedral.

Explica-se por aí a transformação da rodovia Washington Luís em verdadeira avenida superlotada. E passa a justificar a execução de outro projeto que, se concretizado, será um marco do desenvolvimento regional: o contorno ferroviário e a consequente ocupação do atual traçado urbano para a implantação de outras modalidades de transportes, incluindo o VLT (veículo leve sobre trilhos). Nada disso é novidade no discurso de autoridades que conhecem o perfil de Rio Preto, seus cenários estruturais e sua influência regional. O que falta é sair do eterno discurso e partir para práticas capazes de transformar, no médio prazo, tudo isso em realidade.