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Cartas do leitor

Salário dos deputados


    • São José do Rio Preto
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O Brasil ocupava, segundo levantamento feito em 2013 pela revista britânica The Economist, a quinta posição no ranking dos salários mais altos pagos aos deputados, comparado com outros países. Agora provavelmente deve ter subido nesse ranking, pois o Chile e o México, depois de intenso movimentos nas ruas, reduziram pela metade o salário dos seus políticos.

Chama a atenção o salário dos deputados do Brasil ser maior que o de muitos países desenvolvidos e considerados do primeiro mundo, como o Japão, Canadá, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Noruega e Israel. O salário de um deputado brasileiro, em torno de R$ 36 mil, é quase 35 vezes mais elevado do que o salário mínimo de um trabalhador comum.

O disparate é enorme e tem reflexos nas Assembleias Legislativas de cada Estado e também nas câmaras municipais. Sem falar que existem milhares de servidores que trabalham nessas casas de leis que ganham as vezes até cinco, seis vezes mais do que recebe um parlamentar. Salários raros de encontrar em cargos elevados de diretoria em qualquer empresa privada brasileira ou estrangeira.

Além dos altos salários, cada parlamentar também recebe gratificações que podem chegar a 120% do salário, com verbas indenizatórias (gastos com passagens, combustíveis, segurança, moradia e até para a compra de ternos) e de gabinete, que servem para a contratação de assessores, despesas gráficas, materiais de escritório, aluguéis e de telefone.

O problema não é a quantidade de parlamentares. No Brasil são 513 deputados. Mas sim os altos salários, mordomias, regalias que nossos deputados possuem. A França, menor em tamanho e com população seis vezes inferior ao Brasil, possui 577 deputados. O Reino Unido agora, com a saída da Inglaterra, tem 605 deputados. Itália tem 630 e a Alemanha, 709. Mas todos esses países gastam cerca de 10 ou 30 vezes menos com seus parlamentares do que o Brasil. E os deputados lá nem sonham com as mordomias, regalias e benesses que os nossos deputados aqui possuem.

Nelson Gonçalves, jornalista em Rio Preto.

Governo

Assombro-me quando vejo um ou outro cidadão se dizendo desiludido com o atual presidente. Presidente honesto, patriota, de caráter e comprometido com o crescimento do país, não serve a esses imbecis esquerdopatas. Bons foram os a partir de 1985, sem exceção, até 2018, não é mesmo?

Presidente que não titubeia em falar a verdade mas, a verdade às vezes dói. E aí o complô midiático, avesso às verdades, faz a cabecinha vazia desses alucinados "viajarem na maionese".

Esses mesmos alucinados não entendem ou fingem não entender, que o governo depende em muito do Congresso e, em algumas ocasiões, até do STF. Necessário dizer alguma coisa a mais ou até mesmo desenhar?

Falam até do "filhinho do presidente". Opa, processo com dois anos e nenhuma prova ainda? Estranho. Plantam o porteiro do condomínio do presidente no caso Marielle. Com que finalidade? Ligam milicianos ao âmago familiar do presidente. À toa?

Quanto às verdades que o presidente fala, que índio é vagabundo e tem muita terra além do que precisa. É mentira? Que a grande mídia o caça permanentemente, também é mentira? Que a Amazônia legal é a área de matas mais preservada do mundo. Para a mídia esquerdista e esquerdopatas imbecis, é mentira.

Outra verdade incontestável, disparada pelo Paulo Guedes, é o "fundo parasitário" do funcionalismo público. Para bom entendedor, meio conhecimento basta. Ou, olhe para as entranhas do STF e do Congresso. Deixem os funcionários públicos de verdade fora disso.

Assim, você "esquerdopata-alucinado-aloprado", convença-se e contente-se com a reeleição do Bolsonaro em 2022. Ou, faça como o Jean Wyllys.

Wéliton de Oliveira, Rio Preto.

Enchentes

Nesta época do ano, ou seja, no verão, muitas cidades sofrem com o advento das chuvas que resultam em enchentes. No nosso meio técnico, sabemos que enchentes são oriundas dos crescimentos desordenados e não sustentáveis de vários municípios brasileiros. Diante disso, infelizmente, os dilúvios passaram a ser algo comum na vida do povo de várias cidades.

Frequentemente, há notícias que veiculam ocorrências correlacionadas com as bruscas elevações dos volumes dos cursos d'água e as consequentes inundações de vias públicas e residências, provocando situações dramáticas que poderiam ser evitadas.

Só na cidade de São Paulo, nos últimos dias, além do acentuado dano material, já morreram sete pessoas e aumentou consideravelmente a possibilidade de proliferação de doenças.

Por outro lado, aqui na nossa cidade, essas tragédias e catástrofes não ocorrem. Isso se deve às ações passadas do Dr. Ugolino Ugoline e do Dr. Eiras Garcia e de outros trabalhos técnicos concebidos ao longo dos anos por engenheiros e arquitetos.

Além disso, Rio Preto é também diferenciada das demais cidades, devido à empresários conscientes, polícias que cumprem com envergadura suas missões e, porque, queiram ou não, convivemos com prefeitos competentes que cuidam para que nossa eficiente e moderna legislação seja cumprida.

Assim, Rio Preto merece todos os elogios por se constituir numa das melhores cidades do Brasil para se viver com qualidade de vida e bem longe das catástrofes produzidas por enchentes. E tenho dito.

Jorge Abdanur Estephan, engenheiro, Rio Preto.

Erramos

A carta "Criacionismo", publicada ontem nesta seção, de autoria de Luiz Melo (com "Z" e apenas um "L", como consta corretamente na publicação), recebeu equivocadamente a inserção de foto de Luís Carlos Mello dos Santos, que nada tem a ver com o referido texto. Pelo erro, pedimos desculpas às duas pessoas envolvidas.

Por uma falha de revisão e edição, o artigo publicado ontem, "Palindromia, arte milenar", de autoria de Eurípides A. Silva, apresentou dois equívocos, pelos quais nos desculpamos. Deve ser considerada a substituição da palavra "amissíssimo" pela palavra "amissíssima" e da palavra "traz" pela palavra "trás", no segundo e no quarto parágrafo, respectivamente.