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Cartas do leitor

Desilusão


    • São José do Rio Preto
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Após quase duas décadas de sofrimento nas mãos da quadrilha que governou esse país, finalmente renasceu a esperança de que um novo Brasil nascesse. Acreditei naquele momento que o país iria mudar, iria entrar nos eixos e que alcançaríamos a tão sonhada redenção. Todavia, bastaram poucos meses de governo do senhor Bolsonaro para sentir a esperança esvaindo-se, escorrendo pelo ralo da desilusão.

Vieram à tona as mazelas do filhinho Flávio, em seguida a reforma da Previdência, escravizante e obtida através dos velhos conchavos com o Legislativo. Coisas da velha política. Interessante é que nenhuma medida foi tomada para combater as mordomias da classe política e do Judiciário.

Depois vieram as nomeações de um defensor de José Dirceu na PGR e de um amigo de Dias Toffoli na AGU. Apesar de insistir na reforma da Previdência, alegando que se a mesma não fosse aprovada o país iria "quebrar", cometeu a insanidade de sancionar o fundão eleitoral, garantindo mais de R$ 2 bilhões para os políticos fazerem campanha com dinheiro público.

Somando-se a isso, criou emendas que contribuem para a impunidade de políticos corruptos. Se tudo isso não bastasse, ainda nomeou um ministro da Educação analfabeto, que constantemente comete erros crassos de português e confunde o escritor Kafka com uma conhecida comida oriunda do império otomano, a "Kafta".

Nomeou também um ministro da economia, repleto de diplomas e títulos universitários, mas que tem a insensatez de comparar funcionários públicos com parasitas. Qualquer cidadão brasileiro, sem nenhum diploma universitário, sabe quem são os verdadeiros parasitas dessa nação. Infelizmente, diante de tudo isso, sou obrigado a acreditar que a melhor saída para esse país é realmente o aeroporto. E que deus nos abençoe e proteja.

Sérgio Ricardo Medeiros Degásperi, Rio Preto.

Buracolândia

É incompreensível, revoltante, inconcebível, incompetência total esse tal de tapa-buraco que é um verdadeiro tapa no dinheiro do contribuinte. Não consigo compreender o tanto de dinheiro que é jogado nos bueiros, nos córregos com esse tal de tapa-buraco. Tapa num dia e no outro chove o buraco volta maior.

Conheço buraco que faz anos que tapam que talvez daria o asfalto usado no buraco para recapear um bom pedaço. Os funcionários não têm nada ver com a situação, pois não têm equipamentos correto e cumprem ordens.

Esses sabe-tudo deveriam fazer um curso de como tapar um buraco, não jogando de qualquer maneira o asfalto no buraco e está tudo certo para voltar o buraco maior em uma próxima chuva. Não sei o que acontece, mas ninguém resolve esse mau uso do dinheiro público jogado fora. E a cidade continua uma buracolândia de sempre.

Aparício Guilherme Queiroz, Rio Preto.

Motoqueiros

Até quando os motoqueiros vão continuar a desafiar as autoridades, usando e abusando das altas velocidades e das infrações graves, como ultrapassar o sinal vermelho e serpentear como loucos entre os veículos, sem que ninguém mova uma palha para puni-los? Enquanto os responsáveis fazem cara de paisagem como se não fosse com eles, os motoqueiros rasgam os intervalos entre veículos correndo como se disputassem um torneio de alta velocidade e habilidade.

Temos câmeras de segurança, que tal usá-las para começar a puni-los? Só a multa pode ensiná-los. E que tal uma blitz policial inesperada?

Nos finais de semana o problema aumenta com o desespero dos entregadores de comida em realizar seu trabalho o mais rápido possível. Do jeito que está não dá para continuar. Uma reunião da PM com os proprietários dessas empresas poderia começar a diminuir essa corrida louca.

Waldner Lui, membro da Academia Rio-pretense de Letras e Cultura.

Trânsito

Reportagem e editorial do Diário da Região do dia 09/02 vieram corroborar a reclamação que fiz há alguns dias referente ao problema causado no transito de algumas ruas de nossa cidade, em especial a Bernardino de Campos e General Glicério, onde ficou apenas uma faixa para a circulação de automóveis e onde a faixa exclusiva para os ônibus fica ociosa a maior parte do tempo, lembrando que o horário de pico para os ônibus é o mesmo para os carros e estão "cobrindo um sando e descobrindo muitos outros".

Durante a reportagem o secretário de Transito sugeriu que os motoristas passem a utilizar outras rotas para fugir do caos, mas não seria melhor rever a linha dos ônibus para passarem em ruas com menos transito, deixando algumas ruas mais movimentadas exclusiva para os carros?

Outra coisa que me chamou a atenção foi o custo de 64 milhões para fazer 42 Km de corredores exclusivos de ônibus.

Sei que esse projeto foi aprovado na gestão anterior, mas será que alguém poderia informar no que foram gastos 64 milhões. Foi construído algum viaduto ou algum pontilhão?

Na minha modesta visão de leigo no assunto, gastou-se tintas para pintar as faixas nas ruas, foram instaladas algumas placas de sinalização e foram construídos alguns pontos de ônibus ... será que foi só isso que consumiu os 64 milhões ou o projeto de revitalização das calçadas estava embutido nesse valor? Será que alguém poderia esclarecer esses gastos à sociedade rio-pretense?

Miguel Freddi, Rio Preto.