A Terra e o tempoÍcone de fechar Fechar

ARTIGO

A Terra e o tempo

Reflexões sobre o planeta Terra, uma verdadeira nave espacial em seu giro em torno da estrela Sol


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Nada no Universo é estático. Tudo é movimento já que tudo é átomo e todos os átomos são ativos na composição de qualquer tipo de matéria. No passado recente os movimentos da Terra e demais corpos do Universo como planetas, satélites, estrelas, asteroides, gases, matéria escura, buracos negros e outros eram desconhecidos e foram descobertos, estudados e explicados por Copérnico, Ptolomeu, Newton e muitos outros cientistas envolvidos com a mecânica celeste no passado e atuais e suas consequências para o próprio Universo e a vida na Terra.

No passado humano, o homem não dividia o tempo como é hoje conhecido. O dia era observado pelos homens e o tempo a ele era referido como tantos sóis, em termos da passado e futuro. A noite como tantas luas. Por necessidade natural foram criados espaços de tempo chamados séculos (ou eras), ano, mês, dias, minutos, segundos e hoje frações de segundos.

Tudo foi "descoberto" porque se entendeu que a Terra apresenta o movimento de rotação, onde o planeta gira em terno de seu eixo imaginário e gasta 23 horas, 56 minutos, 4 segundos e nove centésimos para completar uma volta e a esta volta se chamou dia/noite. Da mesma forma, se fixou que um mês é composto em média de 30 ou 31 dias e um deles, fevereiro, a cada quatro anos, de 28 dias e num total de doze meses, chamando-se a isto de ano, que dura exatamente 365 dias, 5 horas e 48 minutos.

Para medir o tempo, o homem criou a clepsidra e a ampulheta, que apesar de simples, deram início à invenção do relógio e sua complexidade. A velocidade da Terra no movimento de rotação é de 1.574 quilômetros por hora e o de translação, em torno do Sol, de 157 mil quilômetros por hora. A Terra é, por analogia com as viagens espaciais, uma verdadeira nave espacial em seu giro em torno da estrela Sol.

Este trajeto entre 1 de janeiro e 31 de dezembro é dividido em quatro fases chamadas estações do ano que se diferenciam em razão da distância percorrida pela Terra em toda a elipse em torno do Sol, gerando com isto mais ou menos calor, pela maior ou menor distância da Terra com relação ao Sol.

O admirável nestes movimentos foram as formas como os mesmos foram descobertos, numa época em que a Terra era considerada o centro do Sistema Solar, numa teoria conhecida como Geocentrismo. Foram muitos séculos de estudos para se chegar ao que hoje se chama de Heliocentrismo, ou seja, o Sol no centro do Sistema Solar.

Isto custou dezenas de vidas a muitos estudiosos, cujas ideias eram combatidas, em especial, pela Igreja Romana, que se colocava como mentora e guardiã de todo este conhecimento universal e qualquer tentativa de se mudar os conhecimentos tidos como corretos até então, segundo critérios puramente empíricos e religiosos, totalmente divorciados da Ciência, tinha como pena a morte, normalmente na fogueira atribuindo-se aos que ousavam a se contrapor às ideias até então aceitas como verdades o título de bruxos.

Portanto, a Humanidade criou a astronomia para responder questões relativas ao tempo, à vida dos seres vivos e à própria estrutura do terceiro planeta do Sistema Solar, com cerca de 4,5 bilhões de anos, onde há cerca de 3,5 bilhões de anos a vida floresceu.

ANTONIO CAPRIO, Professor; Tanabi