SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 26 DE SETEMBRO DE 2021
EMPREENDEDORISMO

Microfranquia é alternativa para iniciar o próprio negócio

Com investimento menor do que o exigido nas franquias tradicionais, este modelo de negócio se apresenta como uma opção lucrativa e segura para quem quer empreender

Beatriz MoreiraPublicado em 17/02/2020 às 15:10Atualizado há 07/06/2021 às 07:05
Com investimento baixo, Pedro montou um quiosque de produtos e serviços para celulares (Guilherme Baffi 12/2/2020)

Com investimento baixo, Pedro montou um quiosque de produtos e serviços para celulares (Guilherme Baffi 12/2/2020)

Quem nunca sonhou em abrir seu próprio negócio e ser seu próprio chefe? Mas montar uma empresa do zero nem sempre é tão fácil, já que é preciso ter conhecimento de mercado e avaliar cada passo para saber se realmente é um bom investimento. Para quem tem o sonho de ser empreendedor, mas não sabe o que fazer, uma das opções é apostar em uma microfranquia.

O franchising é um modelo de negócio que vem crescendo nos últimos anos. Nele, o franqueador cede ao franqueado o direito de uso de sua marca e a forma como o negócio é operado, além de dar suporte para quem adquire. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), no terceiro trimestre de 2019, havia em Rio Preto 687 unidades de franquias na cidade. O segmento da alimentação domina com 31,9% das unidades, seguido por saúde, beleza e bem-estar (13,5%) e moda (13,1%).

Além disso, segundo dados do Sebrae, o número de franquias que fecham as portas nos cinco primeiros anos é de 15%, enquanto nas micro e pequenas empresas independentes essa porcentagem sobe para 80%.

No caso das microfranquias, valem as mesmas regras e requerimentos gerais das franquias tradicionais, a principal diferença é o valor do investimento inicial, que é menor, podendo chegar a, no máximo, R$ 90 mil. É, portanto, uma opção interessante para quem tem algum dinheiro guardado e quer investir no próprio negócio, como fez o empresário Pedro Rodrigues. Após trabalhar no ramo de telefonia por seis anos, ele decidiu abrir sua própria empresa. Pedro pesquisou um empreendimento de baixo custo e encontrou a microfranquia Me Salva!, que oferece serviços e acessórios para celulares.

O negócio poderia ser formatado de duas maneiras: a abertura de um ponto físico ou a instalação de um display, instalado em um ponto de venda já existente. Pedro optou pela primeira e abriu um quiosque dentro de um hipermercado de Rio Preto. "Optei pelo modelo 'quiosque' porque possui baixo investimento e alta lucratividade. Outro fator determinante foi o de que todo brasileiro tem um ou mais celulares, o que demanda constantemente o uso de produtos e serviços voltados a esses aparelhos", explica. O empresário investiu menos de R$ 10 mil no ponto físico, produtos e suporte.

Segundo Lucas Atanazio Vetorasso, CEO e fundador da holding de franquias ATNZO, muitos fatores devem ser levados em consideração, como marca, praça onde será implantado o negócio e lei de oferta e demanda sobre o produto ou serviço. "Na vida real, segurança é construída dia a dia. Por este motivo, é importante que o interessado em adquirir uma franquia cerque-se de pessoas com história no segmento e, principalmente, cases de sucesso", recomenda.Capacitação

Conhecer a empresa e saber administrá-la também é fundamental para o negócio seguir adiante. Por isso, mesmo que o franqueado não tenha um entendimento profundo da empresa, as microfranquias dão suporte e orientações para os novos microfranqueados. Foi o caso da ex-coordenarora pedagógica e agora empresária Denise Lorando, que adquiriu uma franquia da rede Tratabem, especializada em limpeza, assistência técnica e manutenção de piscinas.

"Nunca tive uma empresa e, embora tivesse noção do quanto o mercado fosse bom, não entendia muito bem de início. Mas sempre fui uma pessoa determinada e tive apoio e suporte para me integrar nesse mercado", diz. O preparo foi fundamental para que o negócio desse certo. Além disso, Denise investiu um total de R$ 68 mil para abrir a empresa. "Não tinha todo capital no início, mas a empresa foi flexível e me ajudou em algumas coisas", explica.

Apesar de todo o apoio, não existe fórmula mágica para se tornar bem-sucedido. Rogério Gabriel, diretor regional da Associação Brasileira de Franchising (ABF) no interior de São Paulo, orienta que o primeiro passo é ter um bom plano de negócios, que deve ser acompanhado de perto com índices profissionais de gestão e, assim, realizar os ajustes necessários para um melhor desempenho. "Buscar sempre a qualidade dos serviços e do atendimento ao consumidor é outro fator chave. Neste sentido, seguir as orientações da franqueadora é fundamental", diz.

(Colaborou Beatriz Moreira)

Lucas Atanazio é o CEO da ATNZO, empresa de holdings de franquias que está há mais de 15 anos no mercado (Arquivo pessoal )
Classificados Pedro Rodrigues com sua minifranquia (Guilherme Baffi 12/2/2020)
Classificados Pedro Rodrigues com sua minifranquia (Guilherme Baffi 12/2/2020)
Classificados Pedro Rodrigues com sua minifranquia (Guilherme Baffi 12/2/2020)
 
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