CPI das 'Fake' se mobiliza contra depoente que atacou jornalistaÍcone de fechar Fechar

ATAQUE DURANTE DEPOIMENTO

CPI das 'Fake' se mobiliza contra depoente que atacou jornalista


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

A relatora da CPI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), quer que o colegiado avalie a possibilidade de entrar com representação no Ministério Público (MP) contra Hans River do Nascimento por falso testemunho. Na terça, 11, o ex-funcionário da Yacows, agência que faz envios múltiplos de conteúdo via WhatsApp, depôs ao colegiado e fez ataques à jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo. O depoimento de Hans era sobre a reportagem escrita por Patrícia noticiando que empresas, entre elas a Yacows, contrataram o envio em massa de mensagens via WhatsApp com conteúdo crítico à candidatura do PT.

O depoente negou ter disponibilizado informações sobre o processo trabalhista que moveu contra a empresa para jornais, e citou a repórter Patricia Mello, autora de uma matéria sobre o caso. Segundo River, ela obteve documentos e fotos anexados ao processo por conta própria.

Pouco depois dessas declarações, a jornalista publicou nas redes sociais contestando o depoimento de River e antecipando que tornaria públicos os contatos entre eles. À noite, a Folha de S.Paulo divulgou documentos, fotos, áudios e mensagens de texto enviados por River à repórter na época, contradizendo o depoente.

O senador Humberto Costa (PT-PE) declarou que a bancada do PT está disposta a iniciar um processo criminal de averiguação contra River. Ele disse que no momento adequado o depoente deve retornar ao Congresso quando tiver comprovação ou não das informações que ele apresentou à CPI das Fake News.

"Queremos que haja processo de investigação, processo criminal contra ele, que aqui agrediu a reputação de pessoas que sequer aqui estavam para se defender."

Mais mobilização

Cerca de 850 mulheres jornalistas assinaram nesta quarta, 12, um manifesto repudiando os ataques sofridos pela jornalista Patrícia Campos Mello.

A carta foi idealizada por Vera Magalhães, colunista do jornal O Estado de S. Paulo e apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura. O documento foi assinado por jornalistas dos principais veículos de comunicação do Brasil, entre elas, Miriam Leitão, Mônica Bergamo e Bela Megale.

"Sem apresentar qualquer prova ou mesmo evidência, o depoente acusou a repórter, uma das mais sérias e premiadas do Brasil, de se valer de tentativas de seduzi-lo para obter informações e forjar publicações", afirma o manifesto.