Paulo Guedes se desculpa por associar servidor com 'parasita'Ícone de fechar Fechar

DECLARAÇÃO POLÊMICA

Paulo Guedes se desculpa por associar servidor com 'parasita'


    • São José do Rio Preto
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O ministro da Economia Paulo Guedes pediu desculpas aos servidores públicos brasileiros após declaração polêmica na sexta feira e afirmou que seu objetivo "jamais foi ofender as pessoas que cumprem seus deveres".

"Me expressei mal e peço desculpas não só aos meus queridos familiares e amigos mas a todos os exemplares funcionários públicos a quem eu possa descuidadamente ter ofendido", disse Guedes nesta segunda, 10. E ressaltou que sua avaliação sobre os ganhos e privilégios do funcionalismo público brasileiro feita durante palestra na FGV -quando usou a expressão "parasita"- tinha como foco governos estaduais e municipais, e não os servidores públicos.

"Eu não falava das pessoas, mas sim de casos extremos em que Estados e municípios gastam toda a sua receita com salários elevados de modo que nada sobrava para educação, saúde, segurança e saneamento", disse ele à Reuters.

Na sexta, 7, ao falar sobre privilégios do funcionalismo, o ministro afirmou que "o hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. A população não quer isso".

Desigualdade

Em nota técnica, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Déborah Duprat, afirmou que o Plano Mais Brasil, pacote de reformas de Guedes, é inconstitucional e deve aumentar o "grave quadro de desigualdades existentes no país". O documento foi enviado ao Congresso, para subsidiar o debate dos parlamentares, que serão responsáveis pela votação das medidas do Planalto. O Mais Brasil é um ambicioso pacote de reformas para tentar resolver os problemas estruturais das contas públicas e abrir caminho para crescimento econômico. O plano muda a lógica do gasto público, com a descentralização de recursos para Estados e municípios, desobrigação de gastos e medidas de ajuste focadas no servidor público.