Trump se livra de impeachment e mira esforços na reeleição Ícone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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Após três meses de debates, depoimentos e ações judiciais, o Senado dos EUA absolveu nesta quarta-feira, 5, Donald Trump das duas acusações no processo de impeachment. Para destituí-lo, os democratas precisavam de dois terços dos 100 senadores - ou seja, 20 votos republicanos. Obtiveram apenas um: Mitt Romney, conhecido desafeto de Trump.

Trump, que agora pode se concentrar na campanha pela reeleição, era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. Ele teria usado os privilégios do cargo para pressionar o governo da Ucrânia a investigar o democrata Joe Biden, pré-candidato presidencial e um dos rivais mais complicados de derrotar em novembro - o ex-vice-presidente dos EUA lidera a maioria das pesquisas.

Em seguida, quando os congressistas começaram a investigar o caso, a Casa Branca escondeu documentos e vetou o depoimento de assessores. Após meia hora de votação, dos 100 senadores, 52 republicanos consideraram o presidente inocente de abuso de poder (apenas Romney votou contra, ao lado dos democratas) e 53 o livraram da acusação de obstrução do Congresso.

O longo martírio de Trump começou em setembro, quando a Casa Branca resolveu publicar a transcrição de uma conversa entre Trump e o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, na qual o americano pressionava pela abertura de uma investigação a respeito de Biden e de seu filho Hunter.

Na semana seguinte, os deputados democratas receberam uma denúncia anônima de um delator que denunciou abuso de poder de Trump - e Nancy Pelosi, que preside a Câmara dos Deputados, abriu um inquérito que eventualmente se transformou em um processo de impeachment do presidente.