Lulinha rompeu sociedade um mês antes de operação da PFÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Um mês antes da Operação Mapa da Mina, fase 69 da Lava Jato, o empresário Jonas Suassuna, dono do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, rompeu a sociedade com Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que consta de documentos apreendidos pela Polícia Federal no dia 10 de dezembro na Operação Mapa da Mina.

O imóvel foi pivô da maior condenação do ex-presidente na Lava Jato, a 17 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O petista recorre em liberdade.

Suassuna era proprietário formal, junto de Fernando Bittar, mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região concluiu que as reformas de R$ 1 milhão da OAS e da Odebrecht para melhorias e ampliação da propriedade rural eram propinas para Lula. Em depoimento, Bittar afirmou que 'na cabeça' dele, as obras foram pagas por Lula, e negou que as obras fossem para ele.

Na Operação Mapa da Mina, a força-tarefa mira os pagamentos da Oi/Telemar efetuados entre 2004 e 2016, superiores a R$ 132 milhões. Segundo as investigações, R$ 500 mil oriundos da operadora serviram para comprar o sítio. Entre os documentos apreendidos pela força-tarefa, estão e-mails que reforçariam o suposto viés político da subcontratação de empresas do filho de Lula pela Oi, e também uma cobrança da operadora a Lulinha, no valor de R$ 6,8 milhões.

Outro documento revela que, um mês antes da operação, foi feito um distrato entre a empresa de Suassuna e a de Lulinha em uma das sociedades do grupo que é atribuído ao filho do ex-presidente nos negócios com a Oi. Segundo o Ministério Público Federal, os pagamentos da Oi/Telemar foram efetuados entre 2004 e 2016 e são superiores a R$ 132 milhões. O MPF aponta que parte desses recursos foi usada para compra do sítio.