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DE WUHAN PARA O BRASIL

Operação de resgate de grupo de brasileiros sofre atraso


    • São José do Rio Preto
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A operação de resgate dos brasileiros isolados em Wuhan, epicentro do novo coronavírus na China, atrasou, o que vai postergar o retorno deles ao Brasil. De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Defesa no início da noite, as aeronaves enviadas pelo governo chegaram a Varsóvia, na Polônia, a penúltima escala prevista, mas ainda não havia previsão de quando poderiam cruzar o espaço aéreo chinês para pousar na cidade.

O Ministério da Defesa adiou para a noite desta sexta-feira, 7, a previsão de pouso na China. Antes de chegar a Wuhan, os aviões Embraer 190 farão a última escala em Ürümqi, também na China. Inicialmente, o planejamento da viagem previa um pouso na madrugada desta sexta, em Wuhan, com um voo de retorno logo após o embarque de 34 cidadãos que serão repatriados. A chegada a Anápolis (GO) estava programada para sábado, 8, pela manhã.

Por causa do aumento no tráfego aéreo asiático, com missões de repatriação de diversos países, os dois aviões VC-2 da Força Aérea Brasileira (FAB) ainda não conseguiram receber um slot (autorização de horário para pouso) dos controladores chineses.

Conforme o ministério, o atraso ocorre "em função de sequenciamento seguro de aeronaves que ingressam o espaço aéreo daquele país, devido ao alto fluxo de tráfego aéreo, e missões internacionais de repatriação, que estão saindo e chegando da região afetada".

Operação milionária

O governo prepara a abertura de um crédito extraordinário de R$ 11,287 milhões para bancar o resgate de brasileiros em terras chinesas, chamado de "Operação Regresso". Uma Medida Provisória, com vigência imediata, deve ser editada para abrir o crédito.

O crédito extraordinário serve para abrir caminho a despesas imprevistas. Esse tipo de crédito fica fora da limitação do teto de gastos. Para editar a MP, o governo justifica que a necessidade de atuação é imediata para retirar os brasileiros, uma vez que a cidade chinesa está isolada e bloqueada pela autoridade de saúde do país.

Número de casos

A China tinha, até esta quinta-feira, 564 mortes por coronavírus e 28.060 casos confirmados, de acordo com o governo Chinês. Ao menos 1.100 pessoas já se recuperaram do vírus. Também foi confirmada uma morte nas Filipinas, além de mais de 200 casos confirmados em outros 24 países.