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FUTEBOL FEMININO

Brasileirão começa só com duas treinadoras


    • São José do Rio Preto
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O Campeonato Brasileiro Feminino começa neste sábado com a estreia da Ferroviária, atual campeã, contratações importantes, mais atletas com registro profissional na carteira de trabalho e maior visibilidade. Os jogos serão exibidos pela Band na TV aberta e pelo Twitter, um jogo por rodada. As demais partidas terão transmissão pela CBF TV, canal de streaming no site Mycujoo.

Por outro lado, são poucas mudanças no comando técnico dos clubes. Dos 16 clubes da elite, dois são dirigidos por mulheres. Tatiele Silveira, na Ferroviária, atual campeã brasileira, e Patrícia Gusmão, no Grêmio. No ano passado, o cenário era o mesmo, também com duas treinadoras: Emily Lima (Santos) e a mesma Tatiele no time de Araraquara. Emily agora na seleção do Equador.

O panorama internacional é diferente. Das 24 seleções que disputaram a Copa do Mundo do ano passado, por exemplo, nove tinham uma mulher no comando. A Seleção Brasileira contratou uma mulher - a sueca Pia Sundhage - após o torneio. Ela foi admitida para substituir Oswaldo Alvarez, o Vadão. Antes dele, a equipe foi comandada pela própria Emily, entre 2016 e 2017.

Patrícia Gusmão afirma que a elite feminina poderia ter mais treinadoras. "O número é baixo, mas confio no trabalho das que estão surgindo. Quem sabe no próximo ano teremos mais mulheres na elite", diz a treinadora de 41 anos e licença B da CBF.

A Ferroviária possui oito mulheres, entre elas psicóloga, preparadora de goleiras, supervisora, roupeira e a própria técnica. "A comissão não precisa ser 100% feminina, porque os homens também agregam seus valores, como na parte prática e a psicológica. Mas as mulheres também precisam de seu espaço", opina a profissional de 37 anos que já completou a Licença A da CBF.