Diário da Região

    • São José do Rio Preto
    • máx 30 min 20
09/02/2020 - 00h30min

TELEVISÃO

'Não sei se ela é do bem ou do mal'

Flávia Alessandra fala sobre Helena, sua personagem na novela 'Salve-se Quem Puder'

João Miguel Junior/Globo/Divulgação Atriz vive Helena, uma mulher misteriosa e bem-sucedida
Atriz vive Helena, uma mulher misteriosa e bem-sucedida

Os mistérios de Helena atormentam Flávia Alessandra. Em 'Salve-se Quem Puder', novela das 19h da Globo, a personagem da atriz abandonou o marido, Mário (Murilo Rosa), e a filha, Luna (Juliana Paiva), na época com 4 anos, por uma razão desconhecida. Após muito tempo, a herdeira reencontra a mãe no Brasil, casada com Hugo (Leopoldo Pacheco) e passará a investigar o motivo desta atitude. Segundo a intérprete, ainda não há uma justificativa cabível para que a empresária tenha agido desta forma. 

Na entrevista a seguir, a atriz de 45 anos revela o conflito interno que viveu antes de aceitar o convite para fazer a Helena de 'Salve-se Quem Puder' e fala da reaproximação entre a personagem e Luna. Além disso, comenta sobre a praticidade do novo visual e como encara o envelhecimento.

Em 'Salve-se Quem Puder', Helena é uma personagem misteriosa. Em algum momento você entrou em conflito com isso?

Flávia Alessandra - Sim, porque ela deixou a filha para trás. Eu quase desisti de fazer a Helena porque isso foi um grande conflito pra mim. Quando li a sinopse e vi, me perguntei o que justificaria uma mãe fazer isso. Então, entendi que esse era um subsídio muito bom para aceitar o convite e, pela primeira vez, estou fazendo um papel que, de fato, não sei ainda a motivação. Está sendo curioso pra mim.

Como tem sido a construção da personagem sem ter esses detalhes do passado da Helena?

Flávia - É bem desafiador, porque a personagem fala com o marido que quer voltar pro México nos primeiros capítulos para socorrer o Téo (Felipe Simas), seu enteado, mas ele a questiona se ela esqueceu o que fez e pede para esquecer essa ideia. O Hugo (Leopoldo Pacheco) sabe que aconteceu alguma coisa e na minha interpretação sempre existe um lado sombrio. Mas deixo uma possibilidade de que pode ser qualquer coisa. Não sei se ela é do bem ou do mal.

Na trama, há o reencontro de mãe e filha. Helena se sente culpada por ter abandonado a Luna?

Flávia - A gente se reencontra, ela sabe quem é a Helena, mas a minha personagem não tem ideia de quem é a Luna, afinal a abandonou com 4 anos. Não há o reconhecimento, mas Helena tem uma estranheza muito grande com a filha. É alguma coisa que bate ali que incomoda. Ela sofre pelo que fez e não quer falar sobre, mas não sei o que é. É muito louco que essa filha vá trabalhar na casa dela e vire fisioterapeuta do Téo. Então, num dado momento, a empresária é mãe e sogra.

O que é mais difícil em interpretar a Helena?

Flávia - Quando você pega uma personagem, quer entendê-la. Mas é muito difícil você não saber a índole, ainda mais porque penso nas possibilidades e nada justifica uma mãe deixar uma filha. Eu não consegui achar uma desculpa. Ou essa mulher, de fato, tem uma má índole, ou o que ela fez para justificar isso? Para mim, Helena é o desconhecido.   

Você cortou o cabelo para a personagem. O que está achando do novo visual?

Flávia - Eu adoro cabelo curto. O meu marido (Otaviano Costa) também gosta. É muito bom quando o companheiro incentiva. Eu já tinha vontade e queria que fosse ainda mais radical. Acho que, quando acabar a novela, vou dar uma raspadinha de lado e colocá-lo mais louro. É muito prático, rápido. Esse corte para o meu tipo de cabelo, que é liso, é o ponto certo.

Como você lida com a passagem do tempo?

Flávia - Não me assusto em envelhecer, mas com a velocidade do tempo hoje. Afinal, tempo é o que existe de mais precioso. Se a gente pudesse parar, estagnar... Eu realmente tive a sensação de que 2019 passou rapidamente. Não sei se é porque a gente está absorvendo mais informação, conteúdo, atividades... Tenho vontade de parar para poder ficar admirando minhas filhas. Olho e Giulia (Costa) já vai fazer 20 anos. A Olívia está quase no meu tamanho. O tempo me assusta.

Você teve alguma crise nos últimos anos?

Flávia - A crise que tive foi profissional, quando entrei na faculdade (de Direito). A minha carreira artística não decolava na época. Me questionava se não conseguiria viver do que mais gostava que era atuar e se teria que virar advogada para me sustentar.

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Após o período R$ 19,00
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo e
ganhe + matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos tr�s primeiros meses. Após o período R$ 19,00

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por Você para acessar o Diário da Região.