SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | TERÇA-FEIRA, 17 DE MAIO DE 2022
SUSPEITAS

Promotor cobra plano contra o coronavírus em Rio Preto

Carlos Romani quer que Secretaria de Saúde de Rio Preto, Hospital de Base e Santa Casa digam quais providências serão adotadas com relação ao coronavírus

Millena Grigoleti
Publicado em 28/02/2020 às 10:39Atualizado em 07/06/2021 às 06:30
Carlos Romani quer que prefeito de Rio Preto siga o que diz Decreto Estadual  (Edvaldo Santos/Arquivo)

Carlos Romani quer que prefeito de Rio Preto siga o que diz Decreto Estadual (Edvaldo Santos/Arquivo)

O promotor de Justiça Carlos Romani abriu nesta quinta-feira, 27, um procedimento cobrando da Secretaria Municipal de Saúde, do Hospital de Base de Rio Preto e da Santa Casa informações sobre as providências que serão adotadas com relação ao coronavírus, em especial o plano municipal de contingência. O poder público e os hospitais têm 30 dias para enviar uma resposta à promotoria.

De acordo com o Secretário de Saúde, Aldenis Borim, a Saúde ainda não foi oficialmente comunicada sobre o procedimento, porém o plano está pronto. "É muito parecido, quase igual ao de Influenza. Alguns detalhes, como exames e outras coisas, já foram implementados faz algum tempo, segundo protocolo do Ministério da Saúde. Já reunimos agentes de saúde para informação à população, aonde forem tocarem nesse assunto, sobre como proceder quando tiver algum sintoma."

Borim diz que estão programadas reuniões com os gestores de todas as unidades de saúde e também dos centros particulares. Caso alguma pessoa tenha sintomas de coronavírus, que são semelhantes aos de uma gripe, deve procurar uma unidade de saúde e informar se viajou recentemente aos países pode onde o vírus circula ou teve contato com algum comunicante (paciente suspeito ou confirmado para coronavírus). Esse relato deve ser feito já no momento da triagem e a pessoa já recebe uma máscara para evitar contaminar outros pacientes. "Se esse paciente estiver bem, vai ficar de quarentena em casa e colher os exames. Se tiver quadro de dispneia (dificuldade para respirar", provavelmente será encaminhado para algum hospital. 

No procedimento, Romani considera a matéria publicada na edição desta quinta-feira, 27, no Diário da Região, informando sobre o paciente que chegou do norte da Itália no último dia 23 e estava sendo monitorado para coronavírus, pois chegou com quadro de resfriado. Ele está em isolamento em sua residência. Na tarde de quarta-feira, 26, depois de o HB ter negado que o caso era suspeito, a Secretaria de Saúde confirmou o monitoramento e foram colhidos exames de sangue e fluidos respiratórios do homem, que tem 38 anos e foi para a Europa a trabalho e a lazer. As amostras foram enviadas para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que é referência para os testes, e nesta quinta-feira, 27, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que o caso, como havia noticiado o Diário, realmente tratava-se de uma suspeita. A estimativa é que os resultados dos testes sejam conhecidos em até 72 horas contadas a partir da manhã de quinta-feira.

"Do seu conteúdo se observa que houve um desencontro de informações por parte do poder público e com a confirmação do primeiro caso da doença em São Paulo haverá uma mudança da dinâmica do que é feito pelos governos federal, municipal e estadual no tratamento da referida doença, em especial existe o risco do vírus chegar em nossa cidade a região e existe a necessidade premente de ter planos de contingência para isso", afirma o promotor no documento. 

O Estado também classificou o caso de uma paciente de Nhandeara como suspeito. A Prefeitura de Barretos também investiga uma suspeita. Na região, ainda não existem casos confirmados. O Hospital de Base integra, como definido pelo Estado, o Centro de Contenção do Coronavírus. 

 
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