Policial aposentado acusa PM de agressão em abordagemÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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O ex-policial militar Dorvalino Alves de Brito, 68 anos, acusa um cabo da PM, Eduardo Salomão Shorane, 47 anos, de tê-lo agredido durante a prisão de um morador de rua na quarta-feira, 12, no Calçadão. O caso será apurado pelo comando do 17º Batalhão da Polícia Militar de Rio Preto.

Brito é dono de um estabelecimento comercial na rua Tiradentes, no Calçadão, e diz que o caso teve início quando estranhou a prisão de um morador de rua, suspeito de ter tocado os seios de uma pedestre (o que é considerado estupro). Ele duvida que o homem tenha cometido o crime.

"Todo mundo ali no Calçadão conhece o morador de rua. Ele tem problemas mentais, mas nunca fez mal a ninguém. Fui perguntar ao policial o que estava acontecendo e acabei xingado e agredido pelo cabo Salomão. Ele me deu um mata-leão e desmaiei", diz.

O mata-leão é um golpe de estrangulamento das artes marciais, usado pela PM para imobilizar pessoas.

Brito diz que foi levado algemado até a Delegacia de Defesa da Mulher, depois passou pela Central de Flagrantes, onde foi solto. O morador de rua ficou preso, mas foi solto no dia seguinte em audiência de custódia. O ex-policial contesta um termo circunstanciado de resistência de prisão, feito no plantão policial, segundo ele, só com a versão dos PMs. Ele vai denunciar o caso no Ministério Público e ao comando da PM.

Porta-voz do 17º Batalhão, o tenente Cláudio Ziroldo confirma a versão que consta do termo circunstanciado, dizendo que a vítima foi o cabo Salomão, porque foi xingado e agredido pelo idoso. Mas o oficial diz que a denúncia será apurada.

Grávida agredida

Este é o segundo caso suspeito de agressão policial em duas semanas. No dia 4, a gestante Isabela Souza, 23 anos, foi agredida pelo PM Wesley Viana dos Santos, 34, durante uma apreensão de drogas no bairro Santo Antônio, em Rio Preto. O caso foi filmado e o vídeo repercutiu. Ela prestou depoimento no 4º DP na sexta, 14.

No dia 8 de fevereiro, o movimento feminista fez uma passeata no Calçadão contra a agressão sofrida pela grávida. Neste sábado, às 9h, está marcada uma nova manifestação, organizada em apoio aos policiais militares investigados pela agressão à gestante.