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Rio Preto é a 2ª melhor cidade do País

Rio Preto está na 2ª colocação de ranking entre as cem maiores cidades brasileiras


    • São José do Rio Preto
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Rio Preto é a segunda melhor cidade do País para se viver. O estudo Desafios da Gestão Municipal (DGM) 2020 coloca a cidade na segunda colocação do ranking nacional entre os cem maiores municípios do País, o que representa uma posição a mais do que o resultado do estudo anterior, de 2018. No período de uma década, a cidade ganhou 11 posições, passando da 13ª para a 2ª, no estudo atual.

O estudo da Macroplan mostra quais cidades entregaram mais serviços em quatro áreas essenciais: saúde, educação, segurança e saneamento e sustentabilidade. O ranking avalia os cem maiores municípios brasileiros em termos de habitantes - mais de 273 mil -, que respondem por cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

De modo geral, avaliação é de que houve uma maior retração no IDGM nas cidades do estudo. Quase metade delas teve piora no desempenho. Cinco municípios no Norte, seis no Nordeste, 26 no Sudeste, dez no Sul e dois no Centro-Oeste tiveram desempenhos negativos no índice agregado, sendo mais frequentes na saúde (83 municípios) e segurança (46 municípios).

Em primeiro lugar, aparece Piracicaba (SP), com IDGM de 0,757. Em seguida aparecem Rio Preto (SP) e Maringá (PR), ambas com IDGM 0,739, ocupando a segunda posição do ranking geral. Quando há um empate, para não haver distorção na classificação das cem cidades que compõem o estudo, a posição seguinte ao empate é eliminada, explicou a assessoria da Macroplan.

São José dos Campos (SP) ocupa a 4ª colocação, com IDGM de 0,738, e Jundiaí (SP) a 5ª, na aferição das melhores entregas de serviços à população, com IDGM de 0,730. Ananindeua (PA) está na lanterna, com IDGM 0,404. O desempenho global da gestão de cada cidade é avaliado por um índice sintético, composto por uma cesta de 15 indicadores de todas as áreas analisadas. O IDGM varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município.

O melhor desempenho obtido por Rio Preto foi no segmento educação, na segunda colocação, com índice de 0,677. Essa é a mesma posição do estudo divulgado há dois anos, mas a nota aumentou, já que naquela ocasião era 0,659. As cidades com melhor aferição no IDGM Educação (que reúne indicadores de matrículas em creche; matrículas em pré-escola, Ideb Ensino Fundamental 1 e Ideb Ensino Fundamental 2) são do interior paulista. Em primeiro lugar, aparece, assim como no ranking geral, Piracicaba, com índice de 0,684. As outras cidades são Praia Grande (0,666), São José dos Campos (0,664) e Jundiaí (0,663).

Para o economista Bruno Sbrogio, é uma boa notícia Rio Preto aparecer em posição de destaque, especialmente quando o assunto é educação. "Existe infraestrutura, distribuição de escolas, vagas, e as notas dos alunos - embora ainda existam escolas que precisem melhorar - nos colocam acima da média."

Dados relativos à educação têm reflexo a médio prazo. Ou seja, o desenvolvimento do indivíduo desde a educação infantil aponta uma tendência para que sejam profissionais mais bem capacitados. "Oferecer mão de obra qualificada é uma vantagem para o município", disse.

Segundo o economista Ary Ramos da Silva Júnior, os índices de educação rio-pretenses são bastante robustos, desde ensinos fundamental, médio e universitário, este último que tem crescido muito, especialmente em função do ensino a distância. "Rio Preto já se consolidou como polo de saúde. Nos próximos anos, isso deve acontecer com a área da educação", afirmou.

Se na educação superior o desafio é investir em qualidade, em função da concorrência do mercado, na infantil, a necessidade são investimentos governamentais para atender a demanda, acredita. "O Brasil viveu uma crise forte, da qual está saindo muito lentamente. Dessa forma, muitas famílias levaram as crianças da escola particular para a pública", disse.

Segundo o estudo, as cidades que lideram as listas dos melhores lugares para se viver, em geral, são as que conseguem conciliar geração de oportunidades com qualidade de vida e a gestão municipal tem papel crucial nesta função. Os municípios, por exemplo, são responsáveis pelos anos iniciais do ciclo escolar, que são determinantes para a igualdade de oportunidades.

De acordo com a secretária de Educação de Rio Preto, Sueli Costa, a qualidade da educação municipal de Rio Preto é fruto de uma série de investimentos do executivo no setor. Um deles passa pelos profissionais que atuam na área. "Tivemos um concurso para seleção de professores qualificados para a rede, além disso existe um processo de formação continuada com eles e coordenadores e diretores para levar para a sala de aula a melhoria do processo de ensino e aprendizagem", afirma.

Quanto à infraestrutura, ela destaca investimentos em reformas, a inauguração de uma escola no ano passado, a inauguração de outra em março, além da abertura de cinco escolas neste ano, quatro da educação infantil e uma do fundamental. "Existe demanda e existem recursos para executar as políticas públicas", disse. Sobre um déficit de vagas, Sueli informou que por se tratar de período de matrículas, o número final de vagas e demanda será fechado apenas em março.Hoje são 145 unidades escolares e 40.647 matriculados.

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Outros segmentos

No quesito saúde, Rio Preto ocupa a 13ª colocação no estudo atual, com índice de 0,666. Nesse aspecto, houve a perda de seis oposições, já que no levantamento de 2018 ocupava a 7ª posição, com índice de 0,692. Esse indicador reúne dados como mortalidade infantil, acesso à assistência pré-natal, atenção básica à saúde e mortalidade prematura por doenças crônicas.

O desempenho no IDGM segurança melhorou, já que Rio Preto passou da 28ª colocação, com índice de 0,836, para a 25ª, com índice de 0,837. São avaliadas a taxa de homicídios e mortalidade por acidente de trânsito.

No indicador saneamento, também houve uma pequena melhora, de uma colocação. Hoje, a cidade está na 16ª, com índice de 0,928. Dentro deste segmento estão indicadores como índice de esgoto tratado; índice de perdas na distribuição etc.

Kelly Cristina Pollo Santos, 35 anos, é mãe de três meninos: Luiz Cláudio, Pedro Henrique e Luiz Felyppe e está satisfeita com a educação escolar dos filhos, que frequentem escolas municipais.

O caçula Luiz Cláudio tem três anos e está no maternal dois. Segundo a mãe, sempre que tem atividades como desenhos e pintura ele chega em casa empolgado. "É uma ótima escola, com um padrão que se iguala ao de um colégio privado". Pedro Henrique, 5, está começando a fase da alfabetização.

Luiz Felyppe completou 19 anos, mas também estudou em escolas municipais. Kelly considera fundamental que a escola ofereça, além de um ensino de qualidade, um cuidado com uma alimentação, professores qualificados, segurança e estrutura. "O ambiente escolar vai além dos livros e das atividades. É a base dos valores das crianças, junto à família, por isso, é de extrema importância."

(Colaborou Ingrid Bicker)

O estudo avalia também a última década e o que se observa são avanços em praticamente os cem municípios, menos em Ananindeua (PA). Exceção é a área de segurança que registrou retração em 34 municípios.

Nesta leitura de tempo - entre 2007/2017 e 2008/2018 - Rio Preto ganhou 11 posições, ao passar da 13ª para a 2ª. O indicador da educação se manteve na segunda colocação. Ao mesmo tempo, houve piora no item segurança, que passou da 14ª colocação para a 25ª.

O indicador que avalia a saúde saltou da 32ª colocação para a 13ª e o de saneamento, da 35ª para 16ª.

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Paulo Sader, a evolução dos serviços é consistente na década. "Aquilo que está mais relacionado ao poder público como saúde, educação e saneamento tem sido ofertado com qualidade".

Já a mortalidade em acidente de trânsito se mostra como reflexo de uma cidade que cresce. "A crise econômica dos últimos anos também reflete num problema social que toca a todos os municípios do País, o uso de drogas", afirmou. (LM)