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Fraudador de energia é detido pela polícia

Beneficiado pelo esquema, um morador de Bady Bassitt também foi detido


    • São José do Rio Preto
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O Grupo de Operações Especiais (GOE) de Rio Preto investiga um esquema de adulteração na conta de energia elétrica combinado por meio de grupos fechados no Facebook. Duas pessoas foram autuadas nesta terça-feira, 11 - um fraudador e um morador que pagou pela adulteração do medidor de consumo. Ambos vão responder pelos crimes de estelionato e furto qualificado. Eles foram ouvidos na delegacia, mas vão responder em liberdade.

O fraudador detido oferecia em anúncios no Facebook o serviço de adulteração de relógios de energia. Há suspeita de mais gente envolvida no esquema. Eles optam por grupos fechados da rede social, porque o acesso é restrito, o que dificulta a fiscalização policial ou da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

Segundo a polícia, o fraudador cobrava R$ 400 para alterar medidores de consumo residencial e R$ 800 para empresas. A promessa era de queda de 40% no valor da conta. Para disfarçar a adulteração do medidor, os fraudadores conseguiram falsificar até os lacres usados pela concessionária de energia.

O delegado coordenador do GOE, Alexandre Del Nero Arid, diz que a investigação começou a partir de denúncia de funcionários da CPFL, que descobriram que havia pessoas se oferecendo para instalar o sistema fraudulento.

Por orientação do delegado, funcionários da empresa se passaram por interessados no esquema e marcaram um encontro com os fornecedores. Com acompanhamento da Polícia Civil, combinaram de se encontrar no bairro Macedo, em Rio Preto. No local, um homem de 36 anos, instalador de antenas de TV por assinatura, foi abordado e, em revista, foram apreendidos dois lacres de relógio de energia.

Ele teria confessado aos policiais que havia feito uma instalação em Bady Bassitt, na casa de um homem de 26 anos, e teria recebido R$ 400. Para a polícia, o morador de Bady confessou que o lacre falso foi instalado em seu relógio e também foi autuado.

Uma equipe de peritos de Rio Preto foi chamada para checar a adulteração e constatou a fraude no medidor, que foi apreendido. Um boletim de ocorrência de furto foi registrado e o caso segue em investigação pela polícia.

"Os dois vão responder por estelionato ou furto, dependendo da conduta praticada sobre o relógio de energia e serão alvos de inquérito e processo criminal", diz o delegado. O GOE vai levantar a lista das casas e empresas com relógios fraudados, com ajuda de levantamento da CPFL, para tentar chegar até os outros instaladores do esquema.

Segundo o gerente de operações de campo da CPFL Paulista, Clauber de Marchi Pazin, os leituristas da empresa já estão treinados para identificar, por meio de queda brusca de consumo, casas e empresas com suspeita de fraude. O relatório é enviado para o setor de fiscalização da empresa, que faz comparação com a média histórica de consumo do imóvel. Uma vistoria é feita no medidor. Em caso de constatação de ilegalidade, a Polícia Militar é acionada para registrar um boletim de ocorrência.

O medidor adulterado é arrancado para perícia e o consumidor é cobrado pelo tempo que foi beneficiado pelo esquema. O cálculo é feito pela média histórica de consumo do local. Além disto, a CPFL entra com ação judicial contra os consumidores pela adulteração. Ao todo, foram 1.388 irregularidades encontradas em Rio Preto em 2019.

A CPFL alerta também que as fraudes deixam os imóveis com risco de curto-circuito e incêndio, porque os medidores adulterados perdem os sistemas de segurança.

(Colaborou Yasmin Lisboa)

Golpe da Conta de Luz

  • Golpistas anunciam serviço de instalação de lacre em grupo fechado do Facebook
  • Interessado entra em contato e a negociação é iniciada via WhatsApp
  • São combinados o endereço e o preço
  • Alteração é feita sempre após a época da leitura de consumo
  • Fraudador chega com ferramentas, lacres falsos e medidor adulterado
  • Com os lacres falsos, redução é de 40% no valor da energia elétrica
  • Fraudador ainda promete assistência técnica

Valores

  • R$ 400 para residências
  • R$ 800 para empresas

Crime

  • Estelionato e furto qualificado

Punição da CPFL

  • Apreensão do leitor de energia elétrica
  • Cobrança do consumo de todos os meses fraudados

Onde fazer denúncia