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Saiba como aproveitar os dias de folia e fugir das reações alérgicas na pele

Dermatologista explica os principais cuidados com maquiagens e adereços usados para compor ou incrementar as fantasias dos foliões

Da Redação - 24/01/2020 12:18

Ainda falta um tempinho para a semana oficial do Carnaval, mas o tradicional 'esquenta' para os dias de folia já começou em diversos lugares do País. Seja os bloquinhos de rua, festas em clubes, o que não falta é brilho nas roupas, na pele e nos cabelos, para curtir a caráter a folia. Mas será que tinta guache, glitter, maquiagem e spray no cabelo podem ser usados sem danificar a pele?

A dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, explica os principais cuidados com maquiagens e adereços usados para compor ou incrementar as fantasias dos foliões. “O risco mais comum é o de reação alérgica e os sintomas não são necessariamente imediatos. O inchaço e vermelhidão podem aparecer até 24h depois da exposição ao produto", diz.

A dermatologista lembra que, se o paciente notar irritação na pele, urticária (vergões vermelhos) ou qualquer anormalidade, deve procurar imediatamente o médico. "A gravidade das reações varia de pessoa para pessoa, mas é necessário a consulta médica para que o tratamento seja rápido e evite complicações." Vale ressaltar que os cuidados com as crianças devem ser redobrados.

 

Tinta no cabelo

Os sprays de tinta de cabelo devem ser usados com cuidado. “Eles contam com pigmentos temporários e de fácil remoção, mas apesar disso podem causar reação alérgica”, diz a médica. “O recomendado é fazer um teste antes de usar, passando um pouco do produto na região anterior ao antebraço. Além disso, logo após a folia, lave bem o couro cabeludo e os fios”, orienta. Caso a tinta não seja bem removida, ela pode ressecar o couro cabeludo e causar descamação. “Pessoas com tendência à dermatite seborreica devem evitar a tinta em spray no cabelo”, conta.

Tinta guache

Algumas substâncias não são próprias para a pele e podem causar alergia. Por isso, evite tinta guache e pincéis atômicos - como as canetas usadas para quadro branco -, já que não são próprios para a pele. "Se a tinta for imprópria para ser usada na pele, há o risco de um quadro alérgico que, além de dermatite, pode prejudicar até mesmo a parte respiratória da pessoa", afirma Cláudia. Pessoas que já possuem alergia a um determinado tipo de substância devem verificar o rótulo do produto antes de utilizá-lo, evitando assim as reações alérgicas mais graves. “Opte por maquiagens aprovadas dermatologicamente e que estejam, principalmente, dentro da validade”, diz. O uso do demaquilante e sabonete de limpeza é obrigatório ao final do dia, para retirar os resquícios de maquiagem e tintas próprias para a pele.

Glitter

O glitter pode ser aplicado em todo o rosto e corpo, mas dê preferência aos específicos de maquiagem, que são feitos de plástico não-tóxico. “A cor deles não irrita e não mancha a pele e esse glitter cosmético é mais fino”, conta a especialista. Mas é necessário ter cautela ao aplicar na região dos olhos: “Evite aplicar muito próximo aos olhos, pois são mais sensíveis e para que não grudem nos cílios, evitando pequenas lesões nas córneas e conjuntivite”, afirma. Outro cuidado é com relação a como colar o produto: “Use maquiagem, como corretivos e sombras cremosas, como cola para glitter, esse é o segredo para não irritar a pele.” Áreas com feridas ou irritadas também não devem receber o glitter, pois há risco de contaminação e piora da lesão. Ao final do dia, é necessário usar um removedor de maquiagem à base de óleo específico para a região dos olhos, e limpar de dentro para fora, para diminuir o risco de cair no seu olho. “Use um disco limpo de algodão a cada passada, até que o brilho tenha sido removido”, sugere.

Purpurina e lantejoulas

Purpurina e lantejoulas também fazem parte da composição das fantasias carnavalescas, mas segundo a médica, quando compramos esses enfeites, deixamos guardados por muito tempo, não observando a validade do produto quando se vai usar novamente. “Por isso, fique atenta a esse fato para não sofrer com alergias”, afirma.

Adesivos

Nesse período, muita gente experimenta novos produtos no rosto e, para evitar o problema, procure por adesivos e tintas que são específicos para a face ou teste o produto em um pequeno espaço de pele com antecedência.

Neves artificiais

Outro cuidado importante, que não é aplicado na pele, mas pode ter contato com ela, é com relação às neves artificiais. “Seu uso requer cuidados, devido às substâncias que, em contato com a pele, podem causar reações alérgicas e urticárias, e irritações nos olhos e garganta. As crianças são as mais propensas a desenvolver esse tipo de reação, pois brincam com a espuma e levam as mãos no rosto. Antes de comprar, sempre cheque se o produto possui liberação da Anvisa para ser comercializado", recomenda. As espumas não devem ser inaladas, ingeridas nem expostas a calor excessivo (mais de 50º C). "Também se deve evitar o contato do produto com os olhos e mucosas. Em caso de ingestão, não provoque vômito e procure imediatamente um centro de intoxicações mais próximo ou o médico, levando o rótulo do produto", diz a médica.

Escolha das maquiagens

Para a dermatologista, justamente por causa do suor, as makes à prova d’água são as mais indicadas. “Elas evitam que a maquiagem escorra e atinja os olhos ou irrite as regiões do pescoço e nuca. Além disso, a textura oil-free também é uma ótima alternativa, já que confere mais aderência à pele e evita o brilho extra”, explica. Após a limpeza da pele para retirar a maquiagem, hidratantes com ativos calmantes e água termal podem ser usados.

Preparação da pele

Carnaval é folia, mas é necessário ter cuidados. O filtro solar é o item mais importante - e ele pode ser de toque seco, para controlar a oleosidade excessiva, e ainda ter cor de base. “Procure limpar a pele com solução micelar, que não desidrata, antes de começar a se maquiar. Após esse passo, você pode aplicar um primer, que ajuda o make a aderir melhor à pele. Por fim, o filtro deve ter no mínimo FPS 30 para evitar os danos provocados pelas radiações solar”, explica.

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