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Conheça as 12 dúvidas mais frequentes sobre sexo

Apesar de o sexo ser algo do dia a dia do ser humano, ainda existem muitas perguntas relacionadas ao tema

Da Redação - 23/01/2020 16:40

Falar sobre sexo deveria ser normal, mas ainda é um tema tabu. Aliás, falar sobre sexo com o parceiro ou parceira não deveria causar vergonha, afinal, é ali, entre quatro paredes, que tudo acontece. Quando não há diálogo, a relação pode ser frustrante. Mas, se você, assim como muitas pessoas, ainda sente um pouco de timidez ao fazer alguma pergunta, a sexóloga Carla Cecarello, da C-date, um site de relacionamento, esclarece 12 dúvidas comuns sobre sexo.

Uma das perguntas respondidas pela especialista é a de que os homens sentem mais vontade de sexo do que as mulheres. Segundo Carla, isso é mito, já que as mulheres têm a mesma capacidade de ter vontade para o sexo, o que muda é a educação que recebem. “Os homens recebem, desde pequenos, uma educação que os libera, deixando-os à vontade para a relação sexual. As mulheres, por sua vez, aprendem desde a infância que devem ser recatadas”, explica.

1. O que acontece no corpo da mulher e do homem durante o orgasmo?

Durante o orgasmo há um aumento da frequência cardíaca. Homens e mulheres ficam com uma espécie de rubor facial. O bico do seio da mulher fica digestivo, o útero sofre contrações aceleradas num intervalo de 0,8 segundos. Há uma contração muscular intensa antes do orgasmo e, com o orgasmo, há um relaxamento da musculatura. “A pressão arterial também altera nesse período”, afirma a sexóloga Carla Cecarello.

2. Neurotransmissores são liberados durante o orgasmo?

Durante o orgasmo é liberada uma série de hormônios, como, por exemplo, ocitocina e dopamina. Eles atuam na relação de vínculos e a ocitocina é responsável por isso. A serotonina é um hormônio relacionado ao prazer justamente para que possa acontecer esse encontro na hora do sexo, causando uma sensação de relaxamento e de prazer agradável através dos hormônios.

3. O ponto G realmente existe? Onde ele fica supostamente nos homens e mulheres?

O ponto G existe. É encontrado nas mulheres. Ele está localizado no segundo terço da vagina, na parte anterior, porém não é responsável pelo orgasmo. Quem atua no orgasmo é o clitóris, o ponto G é coadjuvante de uma relação sexual. A pessoa pode tentar encontrá-lo e estimulá-lo. A mulher terá mais chances de ficar mais excitada, aumentando a chance de ter o orgasmo, mas, mesmo assim, ele ainda não continua sendo o principal ponto para acontecer o orgasmo, pois é difícil de ser encontrado. “O importante mesmo é que, quando a mulher estiver se masturbando, ela possa tentar fazer isso para tentar encontrar o seu ponto G”, orienta a especialista em sexo.

4. Existe uma explicação científica para a soneca masculina após o sexo?

Como há uma grande atividade física na relação sexual e essa contração muscular causa certa fadiga, é comum alguns desses músculos necessitarem de um relaxamento. No momento do orgasmo, a pessoa tende a relaxar muito e o homem precisa de um tempo entre uma ereção e outra. Esse tempo é chamado de período refratário. É nesse momento que o homem descansa para conseguir relaxar e se recompor para uma nova ereção. O período refratário muda conforme a idade. Quando se é mais jovem, é preciso de menos tempo. Já quando o homem fica mais velho, essa pauta demora mais. No caso da mulher, ela tem a capacidade de ter orgasmos múltiplos, pois continua sendo estimulada após um primeiro orgasmo. “A mulher não apresenta essa fadiga porque a natureza é perfeita e prepara perfeitamente a mulher para o encontro sexual”, explica a sexóloga Carla Cecarello.

5. O tamanho do pênis importa na hora da relação sexual?

O tamanho do pênis não importa na relação sexual, isso é mito. A vagina é preparada para receber qualquer tamanho de pênis, ela é elástica tanto na largura quanto no comprimento. Por isso, é muito importante que as preliminares aconteçam, porque é nesse momento que o corpo da mulher se prepara para receber qualquer tamanho de pênis. O útero vai sofrendo uma pequena elevação e, à medida que isso acontece, ele puxa o canal vaginal alongando de 7 a 8 centímetros. À medida que esse útero levanta, ele passa para 14 a 15 centímetros, nesse caso a mulher estará bem excitada e a vagina se amolda a qualquer grossura de pênis. “A mulher quando vê um pênis um pouco mais avantajado fica com medo e contrai essa musculatura vaginal, provocando dores. Se a mulher não estiver excitada o suficiente ficará com a vagina seca na hora de penetrar, ou seja, sem lubrificação, causando um atrito e fazendo com que a mulher sinta dor”, alerta Carla.

6. O pênis pode quebrar durante a relação sexual?

Pênis não quebra e não tem osso, ele é apenas um músculo. O que pode acontecer é o pênis ter uma torção, se for uma relação sexual muito intempestiva e agitada. Nesse caso pode acontecer à torção, causando uma dor enorme no homem, necessitando até de ir ao médico para iniciar um tratamento.

7. Existe ejaculação feminina?

Existe, mas são raras as mulheres que ejaculam. Ainda não se sabe o porquê desse fenômeno e não há um estudo conclusivo, isso é perceptível porque é como se a mulher estivesse fazendo xixi na hora que ela tem essa ejaculação. Inclusive é um liquido com cor semelhante da urina, porém não apresenta o mesmo cheiro. “Isso é perfeitamente possível, mas poucas mulheres chegam nesse momento”, ressalta.

8. Homens e mulheres conseguem fingir orgasmos?

Para a mulher, é muito fácil de fingir o orgasmo, porque se ela não é aquela que ejacula, por exemplo, ela faz uma meia dúzia de gemidos e está tudo certo. Não há como o homem saber. Se ela for uma boa atriz, sem dúvida vai enganá-lo. No caso do homem também é possível. Existem homens que tem o chamado orgasmo seco, ele ejacula mentalmente, tendo um orgasmo cerebral no qual não ejacula no ato. Essa é a forma que o homem tem de fingir.

9. Homens sentem mais vontade de sexo do que mulheres?

Isso é um mito. Homens e mulheres têm a mesma capacidade de ter vontade para o sexo, o que muda é a educação que recebemos. Os homens recebem, desde pequenos, uma educação que os libera, deixando-os à vontade para a relação sexual. As mulheres, por sua vez, aprendem desde a infância que devem ser recatadas, ou seja, não pode sentar de perna aberta, não pode ver o homem nu, não pode mexer na vagina... Tudo isso reprime muito a relação sexual da mulher. E a mulher que é muito atiçada sexualmente não é vista com bons olhos. Essa é a diferença, pois a capacidade é a mesma para ambos.

10. Praticar sexo frequentemente pode melhorar a atividade cardíaca?

A relação sexual é uma atividade física considerável. A Sociedade de Cardiologia fez uma pesquisa mostrando que a quantidade de oxigênio de que uma pessoa precisa no sexo na hora do orgasmo é a mesma que precisa para caminhar 1,5 km. Se a pessoa não está preparada fisicamente também pode ter dificuldade para uma atividade sexual.

11. Sexo ajuda na perda de peso?

Isso é mito! Segundo a especialista, a prática sexual “realmente é uma atividade física, mas não pode ser usada como uma fonte de emagrecimento”.

12. Sexo feito com frequência melhora os sintomas da TPM?

O sexo não regula o ciclo menstrual. Se o sexo é feito com frequência, os sintomas da TPM podem amenizar, porque a mulher libera alguns hormônios relacionados ao prazer. Isso pode dar uma sensação melhor para a mulher, mas não é garantia de que esses sintomas estarão eliminados. Eles podem apenas ser minimizados.

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