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Pets

Eles também envelhecem

Seu animal de estimação vai precisar de você mais do que nunca nessa fase


    • São José do Rio Preto
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Envelhecer faz parte da vida de todos os seres, incluindo nossos animais de estimação. Como para eles o peso dos anos chega em uma velocidade maior do que para nós, é preciso saber que, ao escolher ter um pet, você também terá que acompanhá-lo nessa fase de sua vida. Os cuidados preventivos devem ser levados mais a risca durante esse período.

Aos poucos a visão vai ficar mais fraca, os movimentos ficam mais lentos e ele já não terá a mesma disposição de antes para aguardar sua chegada em casa ou para as brincadeiras que trazem tanta vida. Mas, assim como acontece com os humanos, é possível redobrar os cuidados e o amor e garantir mais qualidade de vida para aquele bichinho que já faz parte da família.

"O tempo passa para todos, inclusive, para nossos amigos peludos. Donos de uma euforia e vitalidade sem igual, quando a idade chega aos cães, aos poucos as brincadeiras ficam mais espaçadas e o ritmo, um pouco mais lento", explica o veterinário René Rodrigues Júnior.

É difícil estabelecer exatamente quando os cães entrarão na fase senil, visto que as raças maiores a atingem por volta de seus sete ou oito anos, enquanto as menores podem demorar um pouco mais e serem considerados cães idosos a partir dos seus dez anos de idade. Já os gatos são considerados idosos a partir dos sete anos de idade.

Ganho de peso, pelos brancos em todo corpo e aumento da dependência dos tutores são alguns dos sintomas que aparecem tanto nos cães como nos gatos mais velhos. Ambas as espécies também sofrem com redução de energia, passando a dormir mais durante os dias e fazer atividades físicas com menor intensidade.

"Os animais podem ter qualidade de vida até o final da vida quando bem assistidos ao longo dos anos. A prevenção de doenças por meio de vacinação e eliminação de parasitas - como pulgas e carrapatos - ajuda na longevidade, bem como o diagnóstico precoce de doenças", explica o veterinário Marcio Barbosa.

Por terem características fisiológicas diferentes, cães e gatos devem ter cuidados específicos durante essa fase. "Os cães, por exemplo, tendem a ter mais problemas urinários quando mais velhos, bem como aumento de problemas nos dentes (cáries e tártaro) e diminuição da energia", diz Barbosa. Já nos gatos costuma-se observar mais problemas renais, ganho de peso e artrite.

"A idade avançada traz consigo o envelhecimento do corpo que o envolve e consequentemente o envelhecimento dos órgãos que constituem esse corpo, que passam a trabalhar num ritmo diferente, muitas vezes com uma capacidade limitada", explica o veterinário Marcelo Vila Nova.

Alimentação: Tanto cães quanto gatos idosos precisam de alimentos próprios para a idade, pois têm necessidades específicas de nutrientes, e seu organismo possui absorção diferente. Algumas vezes, eles já desenvolveram algum problema cardíaco, renal ou hepático, por exemplo, e há rações próprias para cada caso;

Higiene: Banhos em cães idosos atendem às mesmas especificidades dos adultos. Podem ser dados a cada 15 dias em média (dependendo da raça) e é necessário secar muito bem a pelagem para evitar problemas de pele. Também é importante manter os dentes deles escovados diariamente, usando pasta e escova dental próprias para uso veterinário. O local onde o cão dorme deve estar limpo, arejado e com temperatura agradável. Gatos podem tomar banhos apenas uma vez ao mês, pois eles se mantêm limpos lambendo-se constantemente. Mantenha a caixa de areia sempre seca e limpa;

Incentive-o a beber água: Os cães devem tomar água em todas as fases, porém os idosos, como se exercitam menos, também tendem a não procurar com tanta frequência. Fique de olho;

Avaliação frequente: O ideal é que ele seja acompanhado por um veterinário. Ele deve fazer avaliação para verificar o surgimento de alguma doença em função da idade;

Atividades e passeios: Na hora de fazer atividades e passeios com cães mais velhos é preciso avaliar cada animal individualmente. Pets com problemas cardíacos, por exemplo, não devem realizar muito esforço. É preciso manter as caminhadas diárias, mas respeitando os limites de cada animal. Se o animal tiver alguma doença, deve ser supervisionado durante brincadeiras e passeios;

Respeite o espaço do animal: Cães e gatos mais velhos tendem a se isolar e ficar mais tempo no canto deles. Deixe-os quietinhos e interaja mais quando eles estiverem dispostos. Não mude os pertences deles como potes e brinquedos de lugar;

Atenção à segurança: Se o seu pet já está com a visão comprometida, evite mudar os móveis de lugar com frequência, pois isso pode contribuir para possíveis batidas do seu amigo.