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Cartas do leitor

Virada


    • São José do Rio Preto
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O ano de 2020 começa com mais sinais de confiança e de novas realizações. Acreditamos que estamos sendo governados por um presidente e talentosos ministros com as virtudes da seriedade e confiabilidade, com o objetivo de continuar com a ideia fixa de colocar o nosso país nos trilhos do verdadeiro crescimento. As reformas necessárias já estão acontecendo.

Como a voz do povo é a voz de Deus, não dá mais para continuar mantendo o pagamento de salários extras aos milhares de juízes e magistrados de todo o Poder Judiciário, bem como aos parlamentares do Congresso Nacional, como auxilio-moradia, auxílio-saúde, auxílio-escolar, auxílio-refeição e muitos outros, além de reduzir outros gastos públicos supérfluos.

Aquela legislação antiga que autorizou penduricalhos poderá ser revogada a partir do próprio Congresso Nacional, onde já temos projetos engajados por vários parlamentares, os quais também estão revoltados e perplexos com esses salários irregulares.

A deputada Renata Abreu (Pode-SP), membro da Comissão de Educação da Câmara, faz um comentário paralelo, como análise comparativa, dizendo: "os dados apontados sobre esses penduricalhos, mostram que estamos no caminho errado e que precisamos colocar a Educação como prioridade. Há uma verdadeira inversão de valores no Estado brasileiro onde o responsável por julgar e punir tem no Brasil muito mais valor do que aquele que é responsável por educar e prevenir. Com certeza deveria ser o contrário".

Baseado nestes depoimentos, acredita-se que neste ano poderá haver essas duas reformas, envolvendo uma revisão radical de todos os penduricalhos e também redução dos impostos no mercado empresarial para diminuir o desemprego. Todos esses assuntos serão debatidos no Congresso Nacional com o apoio incondicional do Poder Executivo. O entusiasmo é muito grande, o governo já deu sinais de que para administrar uma nação é fundamental ter um equilíbrio entre receita e despesa para que nosso país se aproxime com as melhores nações deste planeta. Quem viver, verá!

Nelson Nagib Gabriel, Rio Preto.

Esperança

Celebramos o ano novo, mais uma vez, com esperanças renovadas. Quais são nossas esperanças para 2020, no Brasil? Os milhões de miseráveis deste país esperam pelo menos sobreviver. Porém, se dependerem da política econômica em curso, não lhes restarão muitas chances. O Estado Brasileiro, exceto em poucos períodos, jamais priorizou políticas sociais e cometerá até mesmo a crueldade de taxar o seguro desemprego, a partir de março de 2020, de quem tentará sobreviver por pouco tempo com um salário minguado.

Neste país, o pobre sobrevive graças a um "Estado Paralelo", da solidariedade entre os próprios pobres e remediados. Esta, sim, é uma de nossas esperanças: fazermos crescer a solidariedade, a ponto de todos, neste país, entenderem a importância de nosso sistema societário tornar-se integralmente solidário. Isso significa que nosso modelo econômico deverá orientar-se pelo princípio da cooperação, pois, a atual extrema liberdade de mercado, sem responsabilidade socioambiental, gera, inevitavelmente, caos.

Vivemos em um tempo de muitas tensões sociais. Aumentam-se os conflitos, nutridos até mesmo por autoridades extremamente grosseiras, que fazem a nação toda sofrer por seus comportamentos autocráticos e abrutalhados. Os cidadãos esperam dos servidores públicos, sobretudo dos que possuem cargos eletivos, minimamente educação. Temos direito ao respeito, que na vida pública deve traduzir-se em diálogo social e ações do Estado em favor da coletividade, jamais de interesses privados.

Os obstáculos atuais para se construir um país saudável parecem intransponíveis. No entanto, nossa esperança, renovada no início deste novo ano, inspirada na fé cristã, nos coloca no caminho de luta, cujo horizonte é de justiça e paz social. O Papa Francisco, em sua mensagem para o primeiro de janeiro deste ano, Dia Mundial da Paz, diz que ela resulta do "trabalho paciente de busca da verdade e da justiça".

Consciente das consequências trágicas do sistema econômico no qual estamos imersos, bem como da "nossa hostilidade contra os outros, da falta de respeito pela casa comum e da exploração abusiva dos recursos naturais, considerados como instrumentos úteis apenas para o lucro de hoje, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza", o Papa propõe, também, uma "conversão ecológica".

O papa olha a realidade da humanidade com compaixão. A Igreja no Brasil, imbuída também desse sentimento, prepara a Campanha da Fraternidade de 2020, focando-se na vida, dom de Deus, a ser integralmente defendida. Seu lema "Viu, sentiu compaixão e cuidou dele", do Evangelho de Lucas 10,33-34, corresponde à referência feita por Jesus ao Bom Samaritano, que socorreu o ferido à beira do caminho, fazendo-se próximo e solidário.

Dom Reginaldo Andrietta, bispo diocesano de Jales.

Feliz 2020

Um dia após o outro, um minuto após o outro, nosso tempo, nosso tesouro tão precioso, vai passando. E a areia na ampulheta da viagem da vida vai caindo no mesmo ritmo e passando para o lado do já vivido. É hora de agradecer os acertos vividos, celebrar as conquistas, repensar os erros, agradecer as alegrias e as lições, ter esperança na paz e nas oportunidades de reparação.

Vamos mergulhar dentro de nós mesmos, em busca de nossa essência, do pontinho interno de luz e amor, procurarmos entender a nós mesmos, priorizar o tempo ainda restante, passando a focá-lo cada vez mais no que realmente nos importa, no que dá sentido a cada segundo ainda por viver, no que brilha nossos olhos e ilumina nossa alma. A todos nós, feliz 2020.

Eliana Polotto, Rio Preto.

Chuvas

Está chovendo pouco, mas as pessoas têm a sensação de que está chovendo muito. Com relação às chuvas a intensidade delas está menor, mas a duração maior. Daí as pessoas acreditarem que está chovendo muito. Contudo, os números estão misturando que houve redução no volume acumulado de até 56%. Os dados da OMS são preocupantes.

José Mário Ferreira de Andrade, Rio Preto.