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EM CASA

Atleta rio-pretense está de volta à cidade para passar as férias

Rio-pretense Alencar Chagas Pereira recarrega energias no Brasil depois de quebrar recordes no lançamento do martelo nos Estados Unidos; neste ano, a meta é o índice para as Olimpíadas de Tóquio


    • São José do Rio Preto
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A temporada promete ser especial para o rio-pretense Alencar Chagas Pereira, 20, atleta do lançamento de martelo que mora em Lincoln, nos Estados Unidos, onde defende a University of Nebraska. Serão ao menos 24 competições (entre o martelo e o martelete) para conseguir índice olímpico no ano em que disputará provas na elite do esporte universitário americano. Para estar em Tóquio e melhorar seu desempenho pessoal, o jovem retornou a Rio Preto para passar as festas de fim de ano com a família após um ano longe de casa.

"Fiquei muito tempo lá e essa época do ano é importante estar perto da família para manter a cabeça boa, além de ajudar a focar. É como se fosse uma recarga para este ano que começa", disse.

Em janeiro do ano passado, o jovem destaque do lançamento de martelo rio-pretense foi para Great Bend, no Kansas, onde estudava e treinava na Barton Community College. No meio do ano, mudou-se para Lincoln, onde agora cursará Negócios Internacionais.

Em solo norte-americano desenvolveu-se na modalidade, quebrou o recorde brasileiro sub-23 do martelo, com 70,21 metros lançados na cidade de Hobbs, em maio, e tem a terceira melhor marca na história do Brasil, ao quebrar a barreira dos 70m. Ele é o terceiro colocado no ranking adulto da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), liderado por Allan da Silva Wolski (73,51m). A marca lhe rendeu também o recorde nacional da liga NJCAA (National Junior College Athletic Association).

"Os resultados melhoraram minha bolsa. Fui destaque nacional da organização da liga por quatro vezes", comentou o atleta. "Eles exigem bons resultados para manter a bolsa. Então tenho que seguir ganhando competições regionais e nacionais."

A melhora na bolsa esportiva rendeu mimos também para a família, que mora em Engenheiro Schmitt. Eles foram presenteados com televisão de alta definição, sofá, celular e outros presentes para a casa. "É uma maravilha, sempre gostei de esporte e vê-lo indo longe é um sonho meu realizado. Ele ia para o Eldorado debaixo de chuva, não perdia treino, e está sempre preocupado com o desempenho", lembrou o pai, Carmo Ezequiel.

As competições nos EUA começam no dia 16 de janeiro, mas Alencar, que embarca nesta quinta, 9, está de olho no índice olímpico (78m). Neste ano, disputará as provas do NCAA (sigla em inglês para Associação Atlética Universitária Nacional). "É o top do esporte universitário. É o mais perto que o atleta tem para se tornar profissional", explicou Alencar. "Para conseguir o índice, ou faço os 78 metros ou terei que estar entre os 40 melhores do mundo. Acho que se conseguir 76 ou até 75m estarei lá, mas é muito difícil", complementou.

Antes promessa e hoje realidade, o rio-pretense comemora que serão mais competições para buscar o sonho olímpico. "No Brasil disputava seis provas no máximo. Lá foram sete apenas no martelo. Espero uns 24 torneios neste ano, com mais chances para ter o índice", afirmou.

Véspera na estrada

Foram 15 dias em Rio Preto, descansando em casa mas treinando com o técnico Flávio Santos ou sozinho. O Natal em família, porém, quase não aconteceu, já que o voo que partiria de Miami atrasou e o jovem perdeu a conexão em Brasília. "Eu e o irmão dele fomos buscá-lo em Brasília, em bate-volta. Chegamos perto da meia-noite do dia 24, mas deu tudo certo. Sou emotivo, ver ele no quarto de volta foi muito bom", contou o pai.

Além do esporte, Alencar tem melhorado seu inglês e seu conhecimento cultural a respeito de outros países. "No começo foi bem difícil, mas agora está melhor, consigo assistir às aulas e entender o pessoal. Conheci gente da Jamaica, Trindade e Tobago, Alemanha, e estou vendo outras formas de vida na questão cultural", comemora o jovem, que ficará mais três anos na terra do 'Tio Sam'. Neste ano planeja voltar para o Sul-Americano Sub-23, na Guiana, e o Troféu Brasil.