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NOVELA

Personagem mudará após traição


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Quem viu, até agora, a felicidade de Miranda (Débora Lamm) ao lado da família em 'Amor de Mãe', deve se preparar para acompanhar uma mudança na trajetória da personagem. Na trama das 21h da Globo, a irmã de Vitória (Taís Araújo) descobre uma traição do marido, Matias (Milhem Cortaz), e resolve dar o troco. Para a atriz, essa virada é importante para as pessoas repensarem seu comportamento diante do mundo.

Na entrevista a seguir, a carioca de 41 anos fala do lado mãe e dona de casa tradicional da personagem, além da virada que Miranda promete ao descobrir o segredo do marido. Débora também comenta sobre a decisão de se comprometer com uma novela das nove, que pode afastá-la um pouco do teatro, e do fato de 'Amor de Mãe' não possuir um núcleo cômico. Por fim, a atriz comemora a volta em 2020 da série 'Cilada', que protagoniza com o amigo Bruno Mazzeo. Desta vez, a nova temporada estará disponível no Globoplay.

A Miranda foi apresentada como uma mãe tradicional num casamento aparentemente feliz. O que essa personagem promete?

Débora Lamm - Sim, a Miranda é uma mãe bem tradicional. A princípio é dona de casa, vive num casamento de 15 anos, tem dois meninos com o marido, o Matias, feito pelo Milhem Cortaz, meu parceiro de cena querido. Mas existe uma virada para a personagem.

O marido guarda um segredo que será revelado nos próximos capítulos da novela. Você acha que Miranda deve repensar a vida dela após esta descoberta?

Débora Lamm - Sim. Assim como todos nós. A gente não pode viver anestesiado. Cada sim que damos para uma coisa é um não para todas as outras, então eu acho que essa desconstrução, se for necessária, deve acontecer.

O que tem te chamado atenção em fazer uma mãe desse tipo, que vive em função da família?

Débora Lamm - A Miranda é uma mulher que a gente foi ensinada a ser. Então, é uma mãe que por muito tempo habitou o universo da memória das mulheres, da expectativa do que elas gostariam de ser. Hoje isso está quebrado e se reconstruindo. Não que ela não tenha tido a sua importância, mas essa é uma mulher em desconstrução nesse momento.

Você tem uma carreira ativa no teatro, atuando e dirigindo. Como é se comprometer com uma novela das nove?

Débora Lamm - A decisão de fazer uma novela agora envolve muito as pessoas que estão junto comigo nessa jornada. O que me faz topar qualquer trabalho é o que a gente vai dizer, quem conviverá comigo. Acho que foi natural nesse momento aceitar o convite. Quem me chamou foi a própria Manu (Manuela Dias, autora). Ela escreveu a Miranda já pensando em mim, pois é uma amiga minha muito antiga. A gente está de olho uma na trajetória da outra.

Você falou sobre um momento de virada da Miranda em 'Amor de Mãe'. A personagem fica mais dramática ou ela tem o alívio cômico?

Débora Lamm - Ela é uma personagem que tem todas as camadas. Assim como a gente é na vida. Não somos só engraçados ou tristes. Não tem núcleo cômico nessa novela, as coisas são bem temperadas como na vida.

Após a novela você já tem o plano de retornar com o 'Cilada'. Como é voltar para uma personagem que você achou que estava engavetada?

Débora Lamm - Sim, vou voltar com o 'Cilada', eu e Bruno Mazzeo, logo depois da novela para o Globoplay. Isso acontece dez anos depois que a gente parou. Como eu faço parte de uma companhia de teatro, isso é muito comum pra mim. Às vezes, uma peça que eu fiz há sete anos volta. Essa coisa de revisitar personagem é legal, porque naturalmente você está em outro momento da vida.