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Saúde

Pacientes de quatro cidades serão atendidos em casa

Benefício é voltado a quem tem dificuldade de se locomover


    • São José do Rio Preto
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O Ministério da Saúde vai custear equipes de profissionais especializados em tratamento em casa em quatro cidades da região: Catanduva, Guapiaçu, Novo Horizonte e Olímpia. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

São dois tipos de equipes: as multiprofissionais de atenção domiciliar (EMAD), formadas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que oferecem suporte completo aos pacientes acamados, e as equipes multiprofissionais de apoio, compostas por pelo menos três profissionais com nível superior, escolhidos entre oito ocupações: assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, odontólogo, psicólogo, farmacêutico e terapeuta ocupacional.

As quatro cidades terão custeadas EMAD, mas Catanduva e Olímpia contarão também com uma EMAP cada. Em nota, a Secretaria de Catanduva informou que tomará as providências para implantação dos serviços. Guapiaçu também está neste processo, conforme a Saúde, e a previsão é que o início seja em fevereiro.

Em Novo Horizonte, a equipe já atua desde 2018, porém não era custeada pelo governo federal, o que ocorrerá a partir de agora. A Prefeitura de Olímpia informou que serão a primeira EMAD e EMAP a atuarem na cidade. O repasse deve ocorrer ainda em janeiro e então o município dará início ao processo de contratação dos serviços. "Respeitando os trâmites legais, a estimativa é que o funcionamento efetivo inicie daqui a quatro meses", afirmou em nota.

Conforme o Ministério da Saúde, o objetivo da ação é reduzir a demanda por atendimento nos hospitais, evitando internações e reinternações, bem como diminuir o tempo de permanência de usuários internados no SUS.

Rio Preto não foi contemplada nesta portaria, porém possui quatro EMAD e duas EMAP. De acordo com Andrea Renata Munholi, gerente de Ambulatório e Serviços Especializados, do Departamento de Atenção Especializada, o objetivo é atender pacientes debilitados por, por exemplo, trauma, acidente vascular encefálico, demências e outras patologias.

"Os familiares necessitam de orientações para os cuidados, realização de curativos, uso de vias alternativas de dieta, reabilitação com atendimento de fisioterapia, fazendo com que haja a desospitalização mais rápida, visando uma recuperação eficaz, bem como dar continuidade no tratamento medicamentoso injetável oferecido pela rede pública aos usuários elegíveis pela portaria vigente", explica.

Saúde da Família

As equipes especializadas em tratamento em casa são diferentes das equipes de saúde da família - as primeiras atendem pacientes acamados, com dificuldade de locomoção até uma unidade básica, enquanto as outras procuram levar saúde à comunidade como um todo, atuando inclusive em escolas e empresas, por exemplo.

De acordo com nota da Prefeitura, Catanduva possui 24 equipes de saúde da família, cinco equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, cinco equipes de atenção básica e uma de consultório na rua. Guapiaçu também possui profissionais atuando.

A Saúde de Novo Horizonte informou que solicitou ao Ministério da Saúde o credenciamento de equipes de saúde da família. Olímpia possui sete equipes de saúde da família trabalhando. Em Rio Preto, são 61.

 

Cidades da região que vão receber verba

  • Catanduva: R$ 672 mil
  • Olímpia: R$ 672 mil
  • Guapiaçu: R$ 408 mil
  • Novo Horizonte: R$ 600 mil

Ao todo, 210 municípios do País vão receber repasses, que totalizam R$ 160,4 milhões

  • O objetivo da ação é reduzir a demanda por atendimento nos hospitais, evitando as internações e reinternações, bem como diminuir o tempo de permanência de usuários internados no SUS

Fonte: Ministério da Saúde