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Surpresa!

Avalie os prós e contras antes de dar um bichinho de estimação de presente


    • São José do Rio Preto
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Os apaixonados por animais de estimação garantem que ganhar um pode ser uma surpresa e tanto. É comum que crianças, nesta época do ano, peçam um bichinho de presente, na esperança de comover e convencer os adultos. Entretanto, essa é uma decisão que deve ser muito bem analisada antes da adoção ou compra do pet. Muitas vezes, pode, sim, ser uma boa opção. Em outras, entretanto, pode se transformar em um verdadeiro presente de grego.

"Sem o consentimento prévio da pessoa que vai cuidar do animal, esta decisão é muito arriscada", alerta o veterinário Jorge Morais. Além das inúmeras responsabilidades que o tutor tem no dia a dia, o bichinho dependerá exclusivamente de seus donos para ficar bem e com saúde. "É muito importante saber se quem o receberá dispõe das condições básicas necessárias para cuidar desse animal. Um local apropriado, recursos para alimentação e cuidados veterinários, disponibilidade de tempo para exercícios e higiene do pet são requisitos básicos", explica.

Convivência é benéfica

A convivência com crianças, de acordo com o veterinário, é benéfica aos animais, uma vez que as brincadeiras são necessárias para o bem-estar físico e emocional dos pets. Porém, é preciso lembrar que elas não são capazes de assumir todas as responsabilidades inerentes aos tutores. "Os pais precisam estar conscientes de que dividirão essa responsabilidade com os filhos", afirma.

Os bichos de estimação, além de ótimos companheiros, também podem ajudar na saúde dos humanos. Entre os vários benefícios, os pets podem desempenhar um papel importante como medida preventiva de hipertensão e no combate à depressão.

Nessa hora, um pet pode ser uma boa opção de companhia para os adultos.

A depressão apresenta o sentimento de solidão e variações no humor como alguns dos principais sintomas da doença. "É justamente nestes dois aspectos que os animais podem contribuir para a diminuição do problema", explica o psicólogo André Assunção. Isso acontece porque, além de ser uma companhia fiel aos donos, eles despertam o interesse e o cuidado com o outro.

"As trocas de carinhos com os pets colaboram para a produção e liberação de serotonina e dopamina, substâncias presentes no cérebro responsáveis pela sensação de prazer e alegria. Esses neurotransmissores atuam no cérebro de modo a estabilizar o humor, além de regular o sono e o apetite, problemas comuns entre as pessoas com depressão", explica Assunção.

Considere o perfil de quem vai receber

Com um tempo médio de vida entre dez e 15 anos para cães e até 20 anos para gatos, é preciso ter cautela sobre a espécie a ser dada de presente, que deve ser compatível com a vida e condições dos futuros donos. Não-roedores como o porquinho-da-índia são uma boa escolha para quem vive em apartamentos ou casas pequenas e também para pessoas mais velhas. "Eles têm um tempo de vida menor em relação aos cães e gatos. Vivem de seis a oito anos", explica Jorge Morais. Se essas questões são adaptáveis ao novo integrante do lar, então este é o momento certo de presentear a pessoa que você ama e oferecer todo o apoio necessário na criação do animal.