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Pagos pela universidade brasil de Fernandópolis

Médicos de unidade de saúde entram em greve


    • São José do Rio Preto
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Médicos pagos pela Universidade Brasil, de Fernandópolis, para trabalhar na Unidade Básica de Saúde (UBS) Pôr do Sol, na cidade, entraram nesta segunda-feira, 2, em greve, pois a universidade não estaria pagando seus salários.

A reportagem apurou que 25 profissionais não compareceram ao posto para trabalhar hoje. São cardiologistas, endocrinologistas, cirurgiões gerais, neurologistas, psiquiatras e pneumologistas. O atendimento à população está suspenso na unidade, que fica no Jardim Residencial Pôr do Sol.

Em nota, a Universidade Brasil diz que lamenta os prejuízos causados à população e "que, desde o mês de junho/2019 a Santa Casa de Fernandópolis não paga os salários devidos", afirmou. Ainda no texto, a Universidade Brasil disse que os salários de setembro e outubro ainda não foram pagos porque a instituição está analisando e revisando a documentação e as atividades discentes de todos os alunos de medicina. "Somente quando a documentação tiver sido revisada e assinada pela Pró Reitoria Acadêmica e Administrativa os pagamentos serão liberados", informou.

A Universidade Brasil é alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal por suspeita de esquema de venda de vagas no curso de medicina, fraude no Fies, no ProUni e na prova do Revalida. O então reitor da instituição, José Fernando Pinto da Costa, e mais 22 pessoas chegaram a ser presos em operação, chamada de Vagatomia. Ao todo, 32 pessoas foram denunciadas pelo MPF por suspeita de participação em organização criminosa que teria lesado os cofres públicos em ao menos R$ 500 milhões.

Em novembro, o Ministério da Educação (MEC) cortou de 205 para 128 o número de novas vagas anuais do curso de medicina da Universidade Brasil, atendendo a recomendação do MPF. Também no fim do mês passado, estudantes do 5º ano de medicina, que estão preocupados com a falta de informações da universidade sobre o local em que irão fazer o internato obrigatório do 6º ano, fizeram protesto. Na ocasião, a faculdade informou que vai prestar na semana que vem todas as informações solicitadas pelos estudantes.

A prefeitura de Fernandópolis e a Santa Casa não se manifestaram até o fechamento desta edição.