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RIO PRETO

Morador de rua é assassinado

Luiz Antônio Gonçalves, de 57 anos, foi encontrado morto próximo ao Terminal


    • São José do Rio Preto
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Rio Preto registrou neste domingo, dia 1º, mais uma morte de morador de rua. Desde novembro do ano passado, é pelo menos o quarto assassinato de pessoas em situação de rua na cidade. Em todos os casos, os suspeitos são outros moradores de rua.

Neste domingo, Luiz Antônio Gonçalves, de 57 anos, foi morto na rua Alberto Sufredini Bertoni, próximo ao novo Terminal Urbano.

Segundo o delegado que investiga o caso, Alceu Lima de Oliveira Júnior, o morador de rua Lázaro da Silva Remedis, 24 anos, confessou o crime e disse que matou Luiz Antônio porque ele teria "cantado" sua namorada. "Ele disse ter dado seis golpes com um pedaço de ferro na cabeça da vítima. Depois disse que jogou o ferro utilizado no crime na represa", contou o delegado.

O autor do homicídio já responde por um outro assassinato, no estado de Mato Grosso. "Ele [Lázaro] tem passagem por homicídio lá no Mato Grosso, onde matou uma pessoa com um pedaço de concreto. Já a mulher [Graziela Neves de Carvalho, de 29 anos] tinha um mandado de prisão em regime semiaberto por um furto que aconteceu em Rio Preto", afirmou Alceu.

Os dois foram presos em flagrante e levados para a carceragem da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto. Lázaro será indiciado por homicídio qualificado, já que surpreendeu a vítima enquanto ela dormia.

O porta-voz da Guarda Civil Municipal (GCM) de Rio Preto, Roger Assis, diz que foi um morador que passava pela rua que viu o corpo e acionou a guarnição. "Normalmente, essas pessoas que estão na rua têm a tendência de consumir álcool e acabam brigando entre eles. Tem também a questão das drogas", disse Assis.

Em abril deste ano, um homem de 20 anos foi preso após assassinar um morador de rua em um posto de combustível abandonado no bairro Costa do Sol. Em outubro e setembro, dois moradores de rua também foram agredidos na cidade. Em um dos casos, a vítima de 46 anos dormia no Parque Setorial, na avenida Philadelpho Gouveia Neto, quando foi espancada na cabeça. Em novembro de 2018, dois moradores de rua morreram assassinados no Centro e na Vila Ercília após brigas.

Atualmente, segundo a Prefeitura de Rio preto, 738 pessoas vivem em situação de rua na cidade. Destes, 464 são flutuantes e 274 moradores de rua. "Fazemos um trabalho de abordagem social, com três equipes que percorrem a cidade toda. O segundo serviço é o especializado, com atendimento técnico, com psicólogos e assistentes sociais, com o objetivo maior de fazer com que a pessoa deixe a rua. E o terceiro são as oficinas, com atendimentos em grupos, buscando a ressocialização para que a pessoa possa elaborar novos projetos de vida", explicou o coordenador do Centro POP de Rio Preto, Adriano Prates, que atende, em média, 90 moradores de rua por dia.