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ESPECIALISTA RESPONDE

Reprodução Humana Assistida

Você não pode mais engravidar com óvulos próprios! Essa é uma notícia muito difícil de ouvir, mas não mais forte do que VOCÊ NÃO PODE SER MÃE. E é sobre esse assunto que queremos falar! Segundo o especialista em reprodução humana assistida Edilberto de Araújo Filho, diretor do CRH Rio Preto, está cada dia mais comum casos de infertilidade relacionados à baixa quantidade e qualidade dos óvulos. A boa notícia é que existe sim uma saída – a Ovorecepção (quando a paciente que não possui mais óvulos, mas que é saudável para gestar, recebe um óvulo doado proveniente de um programa de doação compartilhada ou de um banco de óvulos). De acordo com a embriologista clínica Lígia Previato, chefe de laboratório do CRH Rio Preto, os resultados com esta técnica tem sido ótimos, com taxa de sucesso em torno de 70%, e muitas mulheres estão realizando o sonho da maternidade.

Para quais mulheres é indicado o tratamento com recepção de óvulos doados?

Para mulheres com mais de 40 anos que possuem pouquíssimos óvulos ou que já entraram na menopausa e, portanto, não produzem mais óvulos; mulheres que já vivenciaram múltiplas falhas de tratamento ou abortos de repetição, quadros de falência ovariana prematura; endometriose grave que comprometeu a qualidade ou reserva ovariana; tratamentos oncológicos que levaram à menopausa precoce ou prejudicaram qualidade dos gametas; mulheres que tenham alterações cromossômicas que aumentam o risco de formar embriões anormais. Casais homoafetivos masculinos também podem recorrer aos óvulos doados.

Quem são as mulheres que podem doar óvulos?

Mulheres entre 18 e 30 anos, com histórico genético saudável e que não possuam doenças transmissíveis. Deve ser realizada uma avaliação ginecológica completa que assegure a normalidade do aparelho reprodutor e também uma avaliação psicológica, para se assegurar que a paciente está tranquila e segura em relação à doação. Segundo a resolução do Conselho Federal de Medicina, toda doação de óvulos é anônima e voluntária, portanto não se revela a identidade de doadoras nem de receptoras.

Como estão os resultados dos tratamentos com óvulos doados?

Melhorando cada vez mais, até por conta da evolução das técnicas de congelamentos de óvulos. Antes, a prioridade era fazer o procedimento com o óvulo à fresco, e com isso nem sempre nos dava o tempo necessário para selecionar a doadora ideal. Hoje, com o aperfeiçoamento destas técnicas, e com o sucesso na taxa de sobrevivência na hora do descongelamento, conseguimos selecionar melhor as doadoras de acordo com o perfil da receptora. Ou seja, temos a possibilidade de congelar o óvulo e esperar o melhor momento para a receptora.

Os filhos das mulheres receptoras são fisicamente semelhantes à mãe?

Aqui no CRH Rio Preto nós tomamos todos os cuidados para que os critérios de semelhança com a futura mãe receptora sejam considerados, entre eles a compatibilidade do tipo de sangue e características físicas. Do ponto de vista genético, 99,9% dos nossos genes são idênticos. Isto significa que as diferenças que vemos entre uma criança e outra não dependem só de ela ter genes específicos herdados da mãe ou do pai, mas da influência dos efeitos do ambiente que determinam como será expresso o código genético. Sendo assim, o DNA não é o único responsável pelas características do ser humano e, independente da origem do óvulo, são fundamentais para formação e desenvolvimento desta criança os efeitos do ambiente, como o útero, a irrigação sanguínea, a nutrição e até a maneira como a futura mãe pensa. Tudo pode afetar a expressão dos genes do embrião e deixá-lo parecido com a mãe que está gestando!

   

SERVIÇO

Centro de Reprodução Humana de S.J. do Rio Preto

Rua XV de Novembro, 4461 - Centro

Diretor técnico: Dr.Edilberto de Araújo Filho - CRM 69.058

Telefone: (17) 3216-8662

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