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Beleza sem acidentes

Algumas plantas são tóxicas para seu animal de estimação


    • São José do Rio Preto
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É primavera. Nessa época do ano, as flores nas suas mais variadas colorações estão espalhadas pelos canteiros e jardins. Elas são usadas ainda na decoração em vasos e arranjos para renovar e alegrar os ambientes. Quem gosta de plantas pode ainda recorrer às floreiras ou paredes vivas no jardim. Só que, se tiver animais de estimação em casa, terá de redobrar os cuidados. Algumas plantas podem intoxicar seu cão ou seu gato, mas você não precisa abrir mão da beleza delas, basta tirá-las do alcance deles.

"Assim como bibelôs e produtos de limpeza, plantas venenosas têm de ser retiradas do acesso ao pet. O importante é dar segurança e o maior conforto aos bichinhos", explica a veterinária Giulliana Tessari. É possível cercar ou pendurá-las em locais onde os pets não alcançarão. "O mesmo serve para os tutores de gatos, que podem ser ainda mais afetados pela toxicidade das plantas", afirma a veterinária Luana Sartori. A intoxicação pode ocorrer com apenas uma mordida, dependendo do tipo de planta. "Além disso, muitos são os motivos que levam o pet a procurar essas plantas para morder: estresse, desconforto intestinal ou o cheiro", diz ainda.

Uma pesquisa feita por estudantes de medicina veterinária da Universidade de São Paulo (USP) revelou as plantas ornamentais mais tóxicas para os animais. A campeã é a Dieffenbachia sp, que todo mundo conhece como 'comigo-ninguém-pode'. "Um terço de uma folha já é capaz de levar à morte um cão de porte médio [de 10 a 20 quilos]. A planta causa uma irritação muito grande das vias respiratórias e fecha a glote. É uma morte muito rápida", explica a professora Silvana Lima Górniak, coordenadora da pesquisa.

Os sintomas da intoxicação por plantas podem ser confundidos com os de qualquer outra doença. "Os proprietários chegam à clínica com os animais passando mal e não se lembram de mencionar se eles ingeriram alguma planta. Isso pode fazer a diferença no atendimento", diz ainda Silvana. Ao perceber que seu pet ingeriu ou mordiscou alguma dessas plantas, o ideal é levá-lo ao veterinário antes mesmo de os sintomas aparecerem.

 

  • Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
  • Costela de Adão (Monstera deliciosa)
  • Jiboia (Scindapsus aureus)
  • Espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata)
  • Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
  • Azaleia (Rhododendron spp.)
  • Folha-da-fortuna (Kalanchoe spp.)
  • Copo-de-leite (Zantedeschia aeothiopica)
  • Primula ou primavera (Primula abconica)
  • Lírio (Lilium spp. e Hemero-callis spp.)
  • Hortênsia (Hydrangeia macrophylla)
  • Mamona (Ricinus communis)
  • Coroa-de-cristo (Euphorbia milii)
  • Dama-da-noite
  • Hibisco
  • Samambaia
  • Tulipa
  • Begônia
  • Babosa

Fonte: Luana Sartori, veterinária

  • Irritação na boca e garganta
  • Produção excessiva de saliva
  • Vômitos
  • Dor abdominal e diarreia
  • Tremores, convulsão e perda de coordenação
  • Arritmia, aceleração do ritmo respiratório ou dificuldade de respirar
  • Icterícia e ressecamento da pele
  • Fraqueza
  • Desidratação e aumento da temperatura

Fonte: Luana Sartori, veterinária