PSL busca identidade depois de Jair Bolsonaro deixar o partidoÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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Abrigo da família Bolsonaro nas eleições 2018, o PSL prepara reposicionamento político e estratégico após a anunciada saída do presidente da República, que pretende criar nova sigla. Para ampliar sua base nas eleições de 2020, o partido fala agora em se aproximar de governadores e formar alianças que esbarravam na resistência dos bolsonaristas.

A expectativa entre os aliados do deputado Luciano Bivar (PSL-PE), presidente e fundador do partido, é que a dissidência deve reduzir a bancada de 53 deputados para um número entre 27 e 30 parlamentares. Isso não afetaria, porém, o tempo de TV no horário eleitoral nem os R$ 358 milhões que o PSL terá para gastar no pleito de 2020 - R$ 245 milhões do Fundo Eleitoral e R$ 113 milhões do Fundo Partidário. O cálculo é com base na bancada eleita em 2018.Com esse ativo o partido se tornou um aliado cobiçado.

Em São Paulo, a sigla tem conversado com o governador João Doria e pode formar chapa com o PSDB na disputa pela prefeitura da capital. A ideia de reunir Bruno Covas e a deputada Joice Hasselmann é defendida abertamente por Doria, que é visto como adversário político por Bolsonaro.

No Rio, após romper com Wilson Witzel (PSC), o PSL pós-Bolsonaro se reaproximou do governador e articula aliança para a disputa pela capital fluminense. "O PSL pode somar com seu tempo de TV e fechar com o Republicanos e PSDB, por exemplo. O partido pode compor a vice [nos Estados]", disse o deputado federal Junior Bozzella (SP). A cúpula do PSL ambiciona conquistar entre 300 e 500 prefeituras.