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POLÍTICA

Bolsonaro tem mais três projetos sobre segurança

Presidente também chama manifestações ocorridas no Chile de "atos terroristas"


    • São José do Rio Preto
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Brasília

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, 23, que, além de projeto sobre excludente de ilicitude para agentes em ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o governo enviará outras três propostas ao Congresso Nacional sobre segurança pública. Bolsonaro não detalhou o teor das propostas ainda não enviadas, que, segundo ele, estão sob análise da equipe jurídica do Palácio do Planalto.

Enviado na quinta-feira, 21, por Bolsonaro ao Legislativo, o projeto ressuscita o chamado excludente de ilicitude que a Câmara dos Deputados já rejeitou por duas vezes este ano, sob o argumento que seria uma espécie de "licença para matar".

Para especialistas, o texto é vago e pode ser usado em casos que a GLO for convocada para reprimir manifestações. A proposta é uma promessa de campanha de Bolsonaro. Ao anunciar o envio, o presidente afirmou que era um marco importante na luta contra a criminalidade. Ele também disse que "ladrão de celular tem de ir pro pau", numa referência a uma fala do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma semana atrás, o petista disse que "não aguenta mais um jovem ser morto porque roubou um celular".

Normalidade democrática

O presidente também criticou neste sábado as manifestações conduzidas pela população do Chile nas últimas semanas, mas afirmou não haver qualquer indício de movimento semelhante no Brasil. "O que estou vendo em alguns países há um excesso, como no Chile. Aquilo não são manifestações, são atos terroristas", alegou o presidente a jornalistas, após participar de evento na Vila Militar, na zona oeste do Rio. "Nós temos que nos preparar sempre para não sermos surpreendidos pelos fatos. Até o momento não tem motivo nenhum, nós entendemos dessa forma, daquele movimento vir pra cá. Nunca o Brasil viveu uma normalidade democrática como vivemos no momento", assegurou.

O presidente reconheceu, no entanto, que o governo acompanha com preocupação o clima político em países vizinhos. "É lógico que a América do Sul é uma preocupação de todos nós. Nós não queremos ou gostaríamos que outros países voltassem para o colo do Foro de São Paulo. Nós sabemos qual o destino disso, olha a situação que se encontra a Venezuela. Eu acho que ninguém no Brasil quer que nós caminhamos (sic) nessa direção", opinou o presidente.

Bolsonaro se recusou a comentar sua saída do PSL e esclareceu que o número 38, escolhido para seu novo partido, o Aliança, é inspirado na sua eleição como 38º presidente da República do Brasil.

"Não falo mais do PSL, estou sem partido no momento", disse ele sobre o ex-partido.