Projeto quer apadrinhados em lista específica no site da PrefeituraÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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O vereador Marco Rillo (PT) apresentou nesta quinta, 7, projeto de lei na Câmara de Rio Preto que prevê publicação de lista só com os nomes de apadrinhados, aqueles funcionários que ocupam cargo de livre nomeação do prefeito, sem concurso público. Segundo o petista, a proposta tem como objetivo garantir mais transparência dos gastos públicos, já que os nomeados em cargos em comissão se misturam aos nomes dos funcionários efetivos do Executivo na relação disponível no portal da Prefeitura na internet.

Rillo afirma na justificativa do projeto que atualmente não é possível fazer a distinção dos servidores públicos de carreira daqueles nomeados por influência política, seja por indicação do próprio governo, ou de vereadores. A proposta foi apresentada pelo parlamentar depois de ele não ter conseguido apoio dos demais vereadores, à exceção de Renato Pupo (PSD), para a instalar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar nomeações feitas por influência de vereadores no Executivo.

"É de fundamental importância a publicação dos dados no respectivo sítio da internet a lista que contém os dados de rendimentos do servidor público, bem como suas gratificações. Atualmente, na lista publicada, não é possível separar os servidores efetivos dos comissionados de livre nomeação, portanto, é de fundamental importância a publicação de uma lista em separado que contenha os cargos de livre nomeação, para que durante as consultas, o cidadão possa facilmente diferenciar os gastos com cargos políticos dos cargos de carreira", afirmou Rillo no projeto.

Durante discurso na sessão extraordinária desta quinta-feira, 7, o vereador do PT afirmou que "quem ganhou a eleição tem o direito de governar". "Mas tem de participar com lisura, com transparência", afirmou Rillo ao dizer que não é possível justificar as nomeações políticas alegando que elas são republicanas.

Para o petista, colegas teriam mudado o comportamento no Legislativo. Ele não citou nomes. "Todo mundo viu que mudou. Mudou o comportamento e abafaram até a CPI. Essa Câmara é para fiscalizar e não administrar", disse. "Agora, falar que não tem apadrinhado é fácil. Põe na cota do partido. Se tem um apadrinhado que tem competência isso é governar. Agora colocar cabos eleitorais analfabetos, com má compostura e desvio de caráter, isso é um perigo", afirmou.