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AMÉRICA

Meses depois, ônibus não sai do 'fake'


    • São José do Rio Preto
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Cento e onze dias depois da postagem 'fake' do ônibus do América, o clube segue sem transporte e a montagem publicada pelo presidente Luiz Donizete Prieto, o Italiano, até foi tirada do ar. Com a promessa de que ficaria igual ao da imagem que estava em seu perfil do Facebook dia 14 de julho, o veículo sequer foi arrumado e corre o risco de não ser mais cedido ao Rubro.

"Nem arrumei. Agora vou consertar e vender ou doar para outro clube. Não vou fazer mais nada com relação ao ônibus. Pelo menos com o América não. Não vou ficar no meio de brigas políticas entre pessoas idiotas que estão fechando as portas do clube", disse o advogado Emílio Ribeiro Lima, braço direito de Italiano na tentativa de transformar o clube em uma empresa de Sociedade Anônima (SA). "O ônibus está no posto guardado, vai ser usado assim que começar os treinos. Foi arrumado e está lá. Parece que já está pronto, não está pintado, mas está em condições de uso", emendou Italiano.

O veículo seria cedido pela empresa Soleterra, dos filhos de Emílio, que é diretor jurídico do América. "O ônibus nunca foi do clube. Seria cedido ao América para uso, como a própria pintura do estádio, que infelizmente não deu para acabar por conta dessa disputa imbecil", afirmou Emílio, em relação às brigas pelo comando do clube entre Italiano e o presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Batista.

Em julho deste ano, o advogado fez uma montagem sobre o veículo do Bahia, dando a identidade americana, envelopado em vermelho e com o escudo do clube. Italiano postou a imagem dada como real, o que gerou a revolta de torcedores americanos.

À época, a reportagem constatou a existência do veículo, que estava com pintura em branco, de segunda mão e o para-choque dianteiro solto. "Induz a achar que está daquele jeito. Foi um equívoco, coloquei a foto e causou esse alvoroço. Em 30 dias ele deve estar daquele jeito da foto", disse Emílio na ocasião.

O veículo que seria cedido ao América é do ano 2004 e teve o motor refeito, com placa de Borborema, teve o custo de R$ 85 mil, segundo Emílio afirmou há três meses e meio.