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Dispositivo anti-black fraude

Melhor instrumento para evitar ser enganado e entrar numa roubada é a boa e velha pesquisa de preços; aproveite que ainda falta perto de um mês para a Black Friday e não pague a metade do dobro


    • São José do Rio Preto
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Para o varejo, novembro é o que mês que promete movimento em função da Black Friday, celebrada no Brasil no dia 29. Menos de um mês para a data que promete descontos imperdíveis e mexe com a emoção dos consumidores, é hora de começar as pesquisas de preço para não entrar em uma "furada".

Neste ano, a expectativa do setor é de que o faturamento do e-commerce aumente 18% em relação a 2018 e chegue a R$ 3 bilhões, conforme estudos da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e da consultoria Ebit/Nielsen. Em 2018, apenas na quinta e na própria sexta-feira do evento, o e-commerce brasileiro faturou R$ 2,6 bilhões.

A principal orientação do Procon de Rio Preto para quem busca uma compra assertiva é investir um bom tempo em pesquisas. Isso pode evitar prejuízos e a sensação de ter sido enganado. Segundo o diretor do Procon de Rio Preto, Arnaldo Vieira, o consumidor pode recorrer a aplicativos e sites de comparação de preços, além de ir às próprias lojas físicas para coletar os valores. "Isso permitirá fazer uma comparação no dia da campanha para verificar se realmente houve uma queda no preço do produto", afirma.

Segundo o especialista em direito do consumidor, acompanhar os preços com antecedência é importante para verificar se o desconto do produto é real ou foi dado em cima de um valor reajustado próximo da Black Friday, prática conhecida como a famosa "metade do dobro do valor". "Aumentar os preços gradualmente para, no dia da Black Friday, oferecer um desconto que na verdade foi o acúmulo desse aumento durante esses dias é a prática mais comum e reiterada".

E, em períodos de um grande volume de promoções e ações de marketing, o consumidor deve ficar atento aos golpes, que aumentam muito nessa época. Isso porque começam a surgir diversos sites com preços milagrosos e até sites que simulam o da empresa verdadeira. "O ideal é que, antes de comprar, o consumidor pesquise sobre a reputação da loja", diz.

Algumas ferramentas de apoio são sites como o Reclame Aqui, que avalia se a empresa tem uma boa conduta com seus consumidores através das reclamações registradas na plataforma digital. Também é possível acessar no site do Procon-SP uma lista de sites que tiverem muitas reclamações nos últimos anos.

Online

Quem vai fazer compras por sites deve ficar atento à política de entrega da loja. Como há grande demanda, o produto pode demorar a chegar ou a empresa sequer fornecer o prazo para entrega e deixar o comprador a ver navios. "Nas compras em loja física é normal as empresas ofertarem seguros ou garantia estendida, por isso o consumidor deve ficar atento para que estes serviços não sejam embutidos no preço do produto", diz. Além disso, sempre é necessário conferir se você está fazendo compras na loja "certa".

Segundo Vieira, o período pós-Black Friday é de muito movimento no Procon de Rio Preto, até porque os consumidores não ficam mais passivos e vão em busca de seus direitos. Não há dados específicos sobre reclamações relativas à data, mas em dezembro do ano passado foram 598 queixas, contra 484 em dezembro do ano anterior. "Mais fornecedores [empresas] estão aderindo à Black Friday como forma de alavancar suas vendas antes do Natal. Naturalmente, o número de reclamações aumenta quando isso ocorre", afirma ele. Isso porque muitos desses novos fornecedores podem não se preparar para garantir suas promoções e isso faz com que as reclamações aumentem.

Finanças

E se tem promoção à vista, o risco de endividamento é ainda maior. Para não comprometer o orçamento com compras extras, afinal, o consumidor estará diante de ofertas tentadoras, a dica é criar uma lista priorizando as reais necessidades e não comprar nada além do que foi anotado, mesmo que se depare com preços muito abaixo do valor de mercado.

Dicas

  • Troca do produto - Caso o consumidor compre o produto e queira trocar mesmo que não apresente defeito (não serviu, não agradou ou se arrependeu), é importante que tenha questionado o vendedor da loja antes da compra se há possibilidade da troca, já que esse ato é uma liberalidade do lojista, ou seja, o comerciante não é obrigado a trocar um produto que não apresente problemas. A troca obrigatória acontece quando o produto apresenta algum vício ou defeito. Para bens não duráveis, o prazo é de 30 dias e bens duráveis, de 90 dias
  • Compras pela internet - Se o consumidor optar pela compra via Internet, telefone ou catálogos, tem o direito de se arrepender no prazo de até sete dias. Poderá pedir o cancelamento e a devolução dos valores eventualmente pagos, mesmo sendo produtos comprados na Black Friday
  • Eletrodomésticos/Eletrônicos - Se a escolha do produto for por eletrodomésticos ou eletrônicos, o consumidor deve pedir um teste do aparelho no próprio estabelecimento

Fonte - Procon