Diário da Região

02/11/2019 - 15h16min

FENABRAVE

Venda de carros é a maior em 12 meses

No ano, as vendas somam 2,282 milhões de veículos, alta de 8,7% ante o mesmo intervalo de 2018

Marcelo Camargo/Agência Brasil O presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, diz que "o ritmo de crescimento permanece moderado e estável
O presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, diz que "o ritmo de crescimento permanece moderado e estável

Outubro teve o melhor resultado em vendas de veículos novos em 12 meses, com um total de 253,4 mil unidades. O número é 7,9% maior que o de setembro, mas 0,5% inferior ao de igual mês de 2018, que teve vendas de 254,7 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

No ano, as vendas somam 2,282 milhões de veículos, alta de 8,7% ante o mesmo intervalo de 2018, segundo dados divulgados ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, diz que "o ritmo de crescimento permanece moderado e estável, e positivo no acumulado, o que é muito importante para os resultados do setor em 2019". A alta de outubro ante setembro se deve, em grande parte, ao fato de o mês ter dois dias úteis a mais.

"Se considerarmos apenas os dias corridos, o mercado permaneceu praticamente estável, com pequena retração de 0,43%", diz Assumpção, se referindo à média diária de vendas.

Férias

Apesar do desempenho positivo em vendas ao mercado interno, montadoras estão dando férias coletivas em razão da queda das exportações para a Argentina ou abrindo programas de demissão voluntária (PDV) para adequar a produção à demanda do mercado.

Cerca de 1,2 mil trabalhadores da Volkswagen de Taubaté (SP) estão em casa desde segunda-feira e só retornam no dia 18. A fábrica já tinha dispensado parte do pessoal por dez dias em setembro e em dezembro vai dispensar todos os 3,1 mil funcionários para férias de fim de ano.

A General Motors abriu PDV na fábrica de São José dos Campos (SP), mas não revela metas. Apenas informa que fará um remanejamento de mão de obra para adequar a produção.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a produção de motores será reduzida e funcionários do setor serão transferidos para as linhas da S10 e do Trailblazer. A planta emprega 5 mil pessoas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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