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    • São José do Rio Preto
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30/11/2019 - 00h30min

RINCON SAPIÊNCIA

Rapper flerta com diferentes ritmos

Divulgação Rincon Sapiência flerta com outros ritmos em seu segundo disco
Rincon Sapiência flerta com outros ritmos em seu segundo disco

Os últimos dois anos foram concorridos para Rincon Sapiência. O rapper paulistano lançou "Galanga Livre" em 2017, seu primeiro disco, que na verdade coroava uma carreira de 15 anos no underground do rap nacional. O álbum trouxe adoração do público, crescimento da sua plataforma e consagração crítica. Dois anos depois, o músico volta a lançar um álbum com "Mundo Manicongo: Dramas, Danças e Afroreps".

Se em "Galanga Livre" Rincon consolidou o seu flow inconfundível em meio a batidas puxadas pelo afrobeat, misturando as percussões de origem africana com o hip hop, o funk e os ritmos brasileiros, com "Mundo Manicongo" ele explora outras regiões sonoras, mas sem perder suas marcas pessoais.

O disco é encharcado por uma produção eletrônica que vai do grime (ritmo de graves profundos criado na Inglaterra) ao minimalismo do funk brasileiro, mas também dialoga com o pagode baiano (representado no disco pela banda Attooxxa) e com os "afroreps" do título. Aqui, porém, as percussões aparecem mais sintetizadas do que antes. "Pegada funk, tipo Guimê / Mas o meu tambor vem da Guiné", diz em "Meu Ritmo", uma espécie de música-ensaio, que pensa sobre a própria produção.

"O lance da música contemporânea é rápido", diz Rincon à reportagem, numa casa na zona oeste de São Paulo, após um ensaio. "Como eu sou muito minucioso no que faço, e reluto para não cair em redundâncias, para mim foi desafiador, e eu precisava de um tempo. Não queria fazer o mesmo. Precisava explorar coisas minhas, sem ser forçado, e que eu ainda não explorei com todo o potencial. O eletrônico e a dança apareceram muito fácil, porque é o contemporâneo: os recursos de tecnologia, de teclados e softwares, já sugerem esses timbres e linguagens."

O capa do novo disco do rapper paulistano também dá dicas sobre a estética desejada por Rincon em sua nova fase. A colagem do artista visual cearense radicado em São Paulo Flagelado cria uma espécie de HQ surrealista, em que o rapper aparece como um gigante em frente aos prédios da Cohab 1, bairro da Zona Leste de São Paulo onde nasceu e cresceu, e a arte tem a cara de uma viagem psicodélica.

A fusão com a psicodelia aparece em diversos momentos do novo registro de estúdio, especialmente na produção - função que Rincon Sapiência assumiu no novo trabalho com mais protagonismo do que nos seus álbuns anteriores.

 

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