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CINEMA

'Carcereiros' estreia nesta quinta

Outra novidade é a comédia romântica 'Uma Segunda Chance para Amar'


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

Em 1999, o médico Drauzio Varella lançou o livro "Estação Carandiru", em que relatou dez anos de atendimento voluntário na Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru, o maior presídio do Brasil, e mostrou como um código penal não-escrito organizava o comportamento da população carcerária. O relato do oncologista foi transformado em filme em 2003, por Hector Babenco.

Treze anos depois de "Estação Carandiru", Drauzio Varella retornou ao universo dos presídios ao lançar o livro "Carcereiros". Diferente do primeiro, em que narrou o cotidiano dentro do presídio pelas histórias que ouvia dos detentos e pelo que vivenciou, em "Carcereiros", ele revela episódios do dia a dia de quem era encarregado de manter a ordem dentro da maior e uma das mais violentas penitenciárias da América do Sul.

O médico conta que, durante os anos em que trabalhou na Casa de Detenção, criou laços de amizade com os funcionários, com quem se reunia depois do trabalho em um botequim em frente ao Carandiru. Entre uma cerveja e outra, inúmeras histórias foram compartilhadas e reunidas na obra. Para completar a trilogia, o médico ainda lançou o livro "Presidiárias", em que contou histórias de detentas da Penitenciária Feminina de São Paulo.

"Carcereiros", que foi lançado no dia 1º de outubro de 2012, um dia antes do massacre do Carandiru completar 20 anos, serviu de inspiração para a série homônima de sucesso exibida pela Rede Globo e, agora, para o filme de José Eduardo Belmonte. Na história, o público acompanha o outro lado da moeda: o cotidiano do agente carcerário, daquele vê uma rebelião pelos olhos de quem tenta contê-la, sobre a descoberta de que um colega está do lado dos bandidos e de situações desconcertantes impostas pelo ofício, que eles resolvem com jogo de cintura e, não raramente, com humor.

Na trama de "Carcereiros - O Filme", que estreia nesta quinta-feira, 28, em Rio Preto, Adriano, interpretado por Rodrigo Lombardi, é um carcereiro íntegro e avesso à violência. Ele tenta garantir a tranquilidade no presídio. A chegada de Abdel, vivido por Kaysar Dadour, um perigoso terrorista internacional, aumenta ainda mais a tensão no presídio, que já vive dias de terror por conta da luta entre duas facções criminosas.

Na história, Adriano terá que enfrentar uma rebelião além de controlar todos os passos de Abdel. O filme traz a realidade dos homens que mesmo sem estarem presos, passam seus dias atrás das grades. O longa fala também dos problemas pessoais destes agentes, que têm dificuldades em conciliar o trabalho perigoso com a vida pessoal. Repleto de tiros, explosões e cenas eletrizantes, o longa, com 108 minutos de duração, conta com nomes como Tony Tornado, Milton Gonçalves, Dan Stulbach, Jackson Antunes, Rainer Cadete, Giovanna Rispoli e Rafael Portugal no elenco.

Natal

Se você é fã de Natal e não vê a hora de celebrar o nascimento de Jesus, você pode começar a comemorar indo ao cinema. Estreia nesta quinta o filme "Uma Segunda Chance para Amar", uma produção inspirada no clima natalino, com tudo o que há de nostálgico e cômico sobre o feriado. Apaixonados por "Game of Thrones" também podem comemorar. Emilia Clarke, a atriz que interpretou Daenerys Targaryen na série, dá vida à protagonista da comédia romântica.

Na história, Kate (Clarke), que trabalha fantasiada de elfo em uma loja de produtos de Natal, está insatisfeita com a sua vida bagunçada e suas escolhas. Ela conhece Tom, interpretado por Henry Golding, e os dois engatam um romance inesperado.

Com direção de Paul Feig e Michelle Yeoh e Emma Thompson no elenco, "Uma Segunda Chance para Amar" traz as músicas de George Michael em sua trilha sonora, incluindo o clássico natalino "Last Christmas".