Com novidades, tradicional presépio da Famerp é montadoÍcone de fechar Fechar
    • São José do Rio Preto
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Há 25 anos, o preparador de aulas práticas da Famerp Luiz Onivaldo Bizuti ganhou um pequeno presépio de uma das professoras da instituição. Desde então, a montagem se tornou uma tradição que só foi se expandindo. As peças originais continuam fazendo parte da composição, que agora tem quase quatro metros cheios de luzes e árvores. Só neste ano o presépio, que fica no laboratório de preparação bioquímica, foi visitado por 376 pessoas, que já notaram uma novidade: maquete com prédios antigos e históricos de Rio Preto.

Bizuti tem 69 anos, 50 deles dedicados à Famerp. "Começou pequenininho, com a Sagrada Família, anjinho, árvore, colocava umas lampadazinhas penduradas", lembra. "Ele poderia estar maior, mas não tem espaço para colocar."

O funcionário, um dos mais antigos e queridos da Famerp, tem dois gavetões onde guarda todos os itens após desmontar. Neste ano, a elaboração foi mais rápida graças à ajuda de Valdir, outro colaborador da instituição. Bizuti conta que tem apoio de professores e da diretoria e funciona como um lembrete ao espírito natalino. "Esse presépio é uma coisa muito importante para comemorar o nascimento de Jesus, agradecer pelo ano, pedir pelo que está vindo e reunir as pessoas que às vezes a gente não tem contato, pessoas que entraram e que às vezes só cumprimenta de longe", afirma o preparador. "Essa época significa tudo: a paz, a humildade". A composição tem agora imagens maiores, que ele chama de "presépio adulto" e o primeiro é chamado de infantil.

Bizuti confeccionou em madeira, com muito cuidado para ser o mais fiel possível, maquetes de prédios históricos para compor o presépio, como a primeira casa e a primeira capela de Rio Preto, um antigo casarão que existia no fundo da Famerp e o antigo campo de futebol da faculdade. Com caixas de leite, ele criou miniaturas de casas de cachorro. Esses itens estão expostos em uma outra mesa, uma novidade de 2019, e o trabalho manual o ajudou a sair de uma depressão.

"A maquete é um trabalho de terapia. Gosto muito de mexer com madeira, me propus a fazer por uma depressão que tive e foi legal. Como dia 1º de novembro completei 50 anos de Famerp, então resolvi mostrar esse trabalho em homenagem à Famerp, aos meus amigos, pessoas importantes que já foram e que estão ainda", diz ele, que não pretende parar de trabalhar - e nem de montar o tradicional presépio - por enquanto.