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DINOSSAUROS

Região de Rio Preto é solo fértil para fósseis de dinossauros

Caçadores de dinossauros encontram fósseis na região e remontam ao passado de 80 milhões de anos atrás; confira como eram esses animais que habitaram a região Noroeste paulista e as novas descobertas


    • São José do Rio Preto
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Rio Preto

Esqueça as plantações de cana-de-açúcar, os carros que percorrem freneticamente as rodovias da região e o movimento de pessoas e veículos nas principais avenidas de Rio Preto. Mais de 80 milhões de anos atrás quem dominava o Noroeste paulista eram criaturas gigantescas. A maioria era titanossauros pescoçudos herbívoros que chegavam a incríveis 16 metros de comprimento - o equivalente a quatro fuscas enfileirados. E essas criaturas que circulavam pela região, aos poucos, estão sendo encontradas, graças ao trabalho dos "caçadores de dinossauros", sejam eles amadores ou profissionais.

De paisagem rica em plantas e rios, diversos peixes e quelônios também habitavam o território rio-pretense. Na época, uma grande quantidade de samambaias e gimnospermas - plantas sem fruto - servia de cardápio aos dinossauros.

Passados milhões de anos, a história dessas criaturas gigantescas que antes podiam ser vistas apenas nos clássicos filmes do cinema norte-americano está mais próxima do que se imagina. Isso porque a região - Rio Preto, Uchoa e General Salgado - está no roteiro internacional de pesquisas científicas sobre o período pré-histórico.

Coincidência ou não, o sitiante de Ibirá Sérgio Luis Simonatto, o motorista de Rio Preto Luciano Alves, o comerciante de Jaci Romildo Goreti Goldoni, o torneiro mecânico de Uchoa Pedro Candolo e um jovem de General Salgado se uniram nessa história. Os cinco formam os "caçadores de dinossauros". Juntos levaram pesquisadores de todo o País a verem no Noroeste paulista uma fonte de descobertas científicas internacionais.

O biólogo Leonardo Silva Paschoa é um desses caçadores contemporâneos de fósseis. Ele é administrador do museu de paleontologia Pedro Candolo de Uchoa, que homenageia o torneiro mecânico que morava na cidade e tinha um pequeno acervo de achado de fósseis em sua oficina. Pedro, que faleceu em 2010, formou parte de sua coleção a partir de achados em grotas e até riachos da região, fósseis que hoje fazem parte do acervo do museu uchoense.

Aos finais de semana, Leonardo vira um "caçador de dinossauros". Ele se junta ao paleontólogo Fabiano Vidoi Iori em expedições em busca de fósseis pela região. E todo esforço já deu resultado. O achado mais recente foi a vértebra de um titanossauro, que viveu na região há 80 milhões de anos, encontrada em uma área rural entre Uchoa e Ibirá, no último dia 5 de outubro. "Começamos com 100 fósseis em 2016, atualmente, temos uma coleção de mais de 500. A maioria é do final do período Cretáceo, mais ou menos de 80 milhões de anos atrás", explicou.

Segundo o paleontólogo Fabiano, existe uma diferença entre os fósseis encontrados na região de Uchoa para os encontrados em General Salgado. "Tanto em Monte Alto como em General Salgado encontramos material articulado. O que é isso? Está próximo da posição que o animal morreu. Na região de Uchoa e Rio Preto, raramente acho um material articulado, acho fósseis isolados. Não tem uma perna completa ou um crânio como encontramos em General Salgado", explicou.

Fabiano destaca que o grande número de achados em sítios paleontológicos da região é de titanossauros herbívoros. "A fauna era maior, por isso ser mais frequente acharmos restos de titanossauro. Dos carnívoros, encontramos com mais frequência os dentes", disse o paleontólogo que auxiliou na formação do acervo dos museus de Monte Alto e de Uchoa.

Precursor

No Noroeste paulista, são comuns de serem encontrados restos de dinossauros, mas também de crocodilos, lagartos, tartarugas e peixes pré-históricos. Um dos precursores de pesquisas na região sobre fósseis é o professor aposentado do Ibilce Luiz Dino Vizotto, de 89 anos. "Na década de 70, escavavam a rodovia indo para Olímpia [a seis quilômetros de Rio Preto] e apareceu um pedaço de osso, aí me chamaram para ver o que era. Eu fui desgastando a rocha, e encontrei o fêmur, o úmero e uma vértebra do pescoço de um titanossauro. Eu e o professor Fahad Moyses Arid demos o nome de Antarctosaurus brasiliensis", contou o professor, sobre um dos primeiros registros de fósseis da região a serem publicados em uma revista científica.

Na pesquisa, Vizotto e Arid descobriram que para triturar as folhas suficientes para se alimentar, os Antarctosaurus - que pertencem ao grupo dos titanossauros - comiam pedras. Depois de engolidas, os "aperitivos" se acomodavam no estômago e ajudavam no processo de digestão. Na década anterior, em 1966, Vizotto já havia feito outra descoberta, de quelônios de 80 milhões de anos atrás.

"Sabemos então que grande parte do interior paulista contém rochas formadas durante o Cretáceo, que os restos de animais depositados junto com os sedimentos viraram fósseis. Foi também no Cretáceo o último período em que os grandes dinossauros viveram", explicou Iori, sobre os achados.

O biólogo, mestre de ecologia e professor de paleontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Marcelo Adorna Fernandes também estuda os fósseis do Noroeste paulista. Ele explica que para formação de fósseis é importante o soterramento rápido. "Como a região de Uchoa e Rio Preto era parecida com o Pantanal e tinha muita água, possibilitou a preservação de ossos em grande quantidade. Por isso, são encontrados bastante fósseis. Diferentemente de São Carlos, onde era um deserto e só encontramos pegadas", indicou.

Fósseis pelo Brasil

Existe uma diferença dos fósseis que são encontrados nas várias regiões do estado de São Paulo. É o que aponta a pesquisadora do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Juliana Sayão: "Tanto em São Paulo como em Minas Gerais, na região do Triângulo Mineiro, tem uma predominância de Titanossauros. Em Presidente Prudente, temos um acumulado de tartarugas fossilizadas, praticamente uma em cima da outra. É uma região rica de quelônios", explicou.

Museus Paleontológicos próximos a Rio Preto

Museu de Paleontologia Pedro Candolo de Uchoa (SP)

  • Inaugurado: 30 de dezembro de 2016
  • Endereço: praça Farmacêutico Bruno Garisto, s/n. Armazém da Antiga Estação Ferroviária
  • Principais fósseis: maior parte dos fósseis encontrados na região estão expostos no museu
  • Horário de visitação: segunda a sexta, das 8h às 11h e das 13h às 16h

Museu de paleontologia Professor Antonio Celso de Arruda Campos de Monte Alto (SP)

  • Inaugurado: 22 de julho de 1992
  • Endereço: avenida 15 de Maio, s/n. Praça do Centenário no Centro de Monte Alto (SP)
  • Principais fósseis: fragmentos de titanossauro encontrados na década de 1990 na região e da segunda vértebra do Thanos simonattoi (primeiro dinossauro carnívoro)
  • Horário de visitação: terça a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Sábado a domingo, das 13h às 17h

Museu de paleontologia de Marília (SP)

  • Inaugurado: 25 de novembro de 2004
  • Endereço: esquina da avenida Rio Branco com a avenida Sampaio Vidal, 245, no Centro de Marília (SP)
  • Principais fósseis: Dino Titã (titanossauro pescoçudo) encontrado na região de Marília
  • Horário de visitação: no momento o prédio está passando por reforma, mas recebe visitantes para tirar dúvidas

Museu da Ciência Professor Mário Tolentino de São Carlos (UFSCar)

  • Endereço: Praça Coronel Salles, s/n, subsolo, Centro de São Carlos
  • Principais fósseis: úmero de titanossauro encontrado em construção de supermercado de Rio Preto e ossos de dinossauro de Ibirá
  • Horário de visitação: segunda a sexta, das 8h às 17h30

Museu de Uberaba (MG)

  • Endereço: BR-262, km 784, distrito de Peirópolis
  • Principais fósseis: fósseis encontrados na região do Triângulo Mineiro
  • Horário de visitação: terça a sexta, das 8h às 17h. Sábado, domingo e feriados, das 8h às 17h30

Museu de Patra (MG)

  • Endereço: Rua 15 de Novembro, 135, Centro de Prata (MG)
  • Principais fósseis: réplica do Maxakalisaurus topai, conhecido como Dinoprata (numa referência ao lugar em que foi encontrado, região do Triângulo Mineiro). Fóssil original foi destruído no incêndio do Museu Nacional
  • Horário de visitação: museu será inaugurado no próximo dia 15 de novembro, às 15h

1) Titanossauros

  • Eram dinossauros pescoçudos, herbívoros, que dominavam o cenário durante o Cretáceo da América do Sul. É um grupo amplo que inclui formas argentinas colossais de até 40 metros de comprimento. No Brasil, as maiores espécies conhecidas são Austroposeidon e Uberabatitan, que ultrapassavam os 20 metros. A análise de uma vértebra de Ibirá da coleção do Museu de Uchoa apontou para um indivíduo com cerca de 16 metros
  • Local em que foram encontrados na região: Ibirá, Cedral, Monte Aprazível, Rio Preto, Elisiário
  • Ossos analisados: vértebras, costelas, ossos de membros e dentes isolados
  • Quando viveram: Período Cretáceo - 80 milhões de anos

2) Abelissaurídeos

  • Família de dinossauros carnívoros. Eram predadores bípedes, com membros anteriores bastante reduzidos e dentes serrilhados. Thanos simonattoi é uma espécie que pertenceu a esta família
  • Localidades que foram encontrados: Elisiário, Catanduva, Cedral, Ibirá, Monte Aprazível
  • Principais fósseis: dentes isolados, vértebras e uma fíbula
  • Quando viveram: Período Cretáceo - 80 milhões de anos
  • Tamanho: Thanos, por exemplo, tinha cerca de 5 metros de comprimento

3) Megaraptora

  • Este grupo de terópodes (dinos carnívoros) dividiam com os Abelissaurídeos o topo da cadeia alimentar na região durante o Cretáceo.
  • Uma vértebra caudal achada em Ibirá foi o primeiro registro do Brasil
  • Localidades que foram encontrados: Ibirá
  • Quando viveram: Período Cretáceo - 80 milhões de anos
  • Tamanho: o espécime achado em Ibirá teria cerca de 9 metros de comprimento. Na ilustração, temos um juvenil

4) Maniraptores

  • Um grupo de dinossauros carnívoros que inclui as aves e outros dinos aparentados como o velociraptor. Os estudos ainda estão em desenvolvimento e até então apenas alguns dentes isolados são atribuídos a este grupo
  • Localidades que foram encontrados: Ibirá
  • Quando viveram: Período Cretáceo - 80 milhões de anos

5) Quelônios

  • Na região é bastante comum encontrarmos restos de ossos e carapaças destes cágados. Como as espécies atuais, viviam em rios e lagos, e este habitat propicia a chance de preservação dos restos
  • Localidades que foram encontrados: Catanduva, Elisiário, Cedral, Ibirá, Rio Preto, Monte Aprazível
  • Quando viveram: Período Cretáceo - 80 milhões de anos
  • Tamanho: São encontrados restos de espécies diferentes e de diferentes fases de vida. Haviam espécies menores, com cerca de 20 centímetros de comprimento, até outras maiores que podiam passar de 50 centímetros de comprimento

6) Peixes

  • Em toda a região são encontradas escamas isoladas de peixes. Até recentemente os únicos registros eram escamas losangulares, típicas de peixes lepisosteiformes. Porém, no Congresso Brasileiro de Paleontologia desse ano, a equipe do museu apresentou a ocorrência de um novo tipo de escama atribuída a peixes actinopterígeos

Crocodyliformes

Os crocodyliformes ocuparam diversos nichos ecológicos durante o Cretáceo. A Bacia Bauru reúne uma das faunas mais ricas desse grupo. O município de General Salgado é conhecido mundialmente pelos registros de esqueletos completos e diversidade de formas. Na região de Uchoa, são comuns elementos isolados como dentes, ossos e placas dérmicas. Três famílias ocorrem na região:

7) Baurussuquídeos

  • Os baurussuquídeos eram predadores e tinham hábitos terrestres. Em General Salgado foram encontrados Baurusuchus salgadoensis, Baurusuchus albertoi, Aplestosuchus sordidus, Gondwanasuchus scabrosus. Os maiores desta família tinham cerca de 3 metros de comprimento. O fóssil de Aplestosuchus é uma raridade da paleontologia, pois foram encontrados restos de um "crocodilo" esfagessaurídeo na região de seu estômago.

8) Peirosssaurídeos

  • Eram "crocodilos" com hábitos transitórios entre terrestre e aquático. Tinham o corpo recoberto por osteodermos (similar aos atuais) e possuíam dieta carnívora. Restos atribuídos a Pepesuchus foram encontrados em Catanduva e Ibirá

9) Esfagessaurídeos

  • Estes eram crocodiliformes peculiares, tinham dentes molariformes que sugerem o hábito herbívoro ou onívoros. Caipirasuchus é crocodilo de médio porte (1,10 m de comprimento) com ampla distribuição na Bacia Bauru, foram encontrados crânios em Monte Alto, Catanduva, General Salgado e no estado de Minas Gerais. Além do Caipirasuchus, em General Salgado foi descoberto Armadillosuchus arrudai, um crocodilo encouraçado como um tatu que atingia cerca de 2 metros de comprimento. Na entorno de Rio Preto, um fragmento de dente achado em Monte Aprazível é a única ocorrência desta família encontrado até então

Novas descobertas estão prestes a serem anunciadas pelos pesquisadores sobre fósseis que foram encontrados na região. Um deles é de um possível dinossauro anão que passou pela região de Ibirá. "Ele é adulto, mas de proporções pequenas perto dos saurópodes e foi encontrado em Ibirá faz cinco anos, mas demoramos um pouco para desenvolver o projeto. Acreditamos ser o primeiro anão do Brasil", adiantou com exclusividade ao Diário o professor de paleontologia da UFSCar Marcelo Adorna Fernandes.

O projeto ainda está sendo analisado e desenvolvido por um aluno da Universidade de São Paulo. A pesquisa ainda não foi concluída. Outra descoberta é de dinossauros que já estavam doentes na região de Rio Preto antes de serem extintos. "Descobrimos que muitos dinossauros estavam enfermos na época, pelos ossos descobrimos doenças parecidas com câncer e até parasitismo. A gente só não pode revelar ainda a essência. Os bichos já estavam sofrendo com doenças da região nessa época da extinção", adiantou o paleontólogo.

Nos últimos anos, foram várias as descobertas de fósseis pela região. Na década de 1990, paleontólogos de Monte Alto, entre eles Fabiano Iori encontraram - graças ao sitiante de Ibirá Sérgio Luis Simonatto - o primeiro fóssil (região cervical) do Thanos simonattoi (primeiro dinossauro carnívoro encontrado em São Paulo). O bicho viveu no período cretáceo há 86 milhões de anos. "Fiquei muito feliz com a homenagem do sobrenome da espécie ser o meu sobrenome", disse Simonatto.

Em 2011, Edvaldo Fabiano dos Santos e Laércio Fernando Doro acharam dois crânios de crocodilos atribuídos aos gêneros Caipirasuchus e Pepesuchus em Catanduva, durante a duplicação da "Rodovia da Laranja".

Em General Salgado, as pesquisas começaram quando o professor João Tadeu Arruda recebeu de um aluno um dente fóssil e resolveu explorar melhor a região rural, na década de 1990. Em 2002, o professor entrou em contato com o paleontólogo Antonio Celso de Arruda Campos, de Monte Alto, e na primeira escavação em General Salgado resgataram o fóssil de Baurusuchus salgadoensis, o primeiro crocodiliforme descrito para a região.

Referência

A partir daí, General Salgado virou um centro de referência na paleontologia e muitas outras equipes de pesquisadores se deslocaram para a região. Um deles foi professor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro Thiago Marinho. "Desenvolvemos a pesquisa entre 2005 e 2009 após encontrar um crânio de um Gondwanasuchus scabrosus [espécie de crocodilo]", contou. Segundo ele, o crânio bem preservado tinha 12 centímetros e pesava, em média, 40 quilos.

Foi assim que fósseis encontrados em General Salgado ajudaram com que vários "parentes" de crocodilos inéditos fossem descritos como: Baurusuchus albertoi, Gondwanasuchus scabrosus, Aplestosuchus sordidus, Armadillosuchus arrudai e Caipirasuchus stenognathus.

Também no sítio paleontológico de General Salgado foi descoberto o único mamífero brasileiro que se tem registro e que viveu na mesma época dos dinossauros. A identificação do Brasilestes stardusti foi feita a partir de um pré-molar de 3,5 milímetros.

Rio Preto

Em Rio Preto, em 2015, o motorista Luciano Alves trabalhava como operador de retroescavadeira nas obras de fundação de um supermercado no cruzamento das avenidas Juscelino Kubitschek e Francisco das Chagas Oliveira. Quando estava 12 metros abaixo do nível da rua encontrou um fóssil de titanossauro. O fóssil hoje está exposição no museu de paleontologia da UFSCar.

Bem antes, em 1995, o paleontólogo Willian Nava encontrou fósseis às margens da rodovia Assis Chateaubriand, no trecho entre Rio Preto e Olímpia. "Lembro que fui levar meu sogro para Rio Preto para fazer um exame. E como eu sabia que a cidade é uma área muito conhecida por causa dos dinossauros, fui no trevo que vai para Olímpia e Barretos. O trevo estava sendo ampliado, então tinha muitos fósseis. Esse material todo até hoje não foi estudado, mas está no museu. Tem até dois dentes que eu achei em Rio Preto na época", contou.

Agora, Nava se dedica ao museu de paleontologia de Marília, e a estudos sobre fósseis de aves-dinossauros que foram encontrados na região de Presidente Prudente. "É o primeiro registro de aves da era dos dinossauros do sudeste brasileiro. Estamos desenvolvendo o estudo em parceria entre o Museu de Paleontologia de Marília, Museu de História Natural de Los Angeles (EUA), e o Museu de Ciências Naturais, de Buenos Aires, na Argentina", contou.

Em 2017, o comerciante Romido Goreti Goldoni encontrou na zona rural de Jaci parte do fêmur de um titanossauro. O fóssil pesa 25 quilos e tem 40 centímetros. Atualmente, ele está em exposição no Museu de Uchoa. Outra descoberta, mas que foi destruída pelo descaso, foi a do Maxakalisaurus topai, conhecido como Dinoprata (numa referência ao lugar em que foi encontrado).

As escavações em Prata (MG) começaram na década de 1990 e levaram ao encontro dos fósseis. O esqueleto do Dinoprata foi montado no Museu Nacional, mas foi destruído no incêndio do dia 2 de setembro. "Fragmentos desses ossos foram resgatados no incêndio, mas só depois que concluir a retirada de todos os fragmentos do palácio que vamos conseguir fazer uma estimativa", afirmou a pesquisadora do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Juliana Sayão, que disse que a expectativa é que o museu reabra em 2022.