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RIO PRETO

Mãe perde guarda dos filhos por abandono


    • São José do Rio Preto
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O juiz Evandro Pelarin, da Vara da Infância e da Juventude de Rio Preto, determinou que uma mulher de 32 anos, acusada de abandonar os dois filhos para ir a um bar, perca a guarda das crianças, que serão colocadas aos cuidados dos avós maternos. A dona de casa foi denunciada pelo Conselho Tutelar de Rio Preto por abandono de incapaz e responde a inquérito policial na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Os avós vieram da cidade de São Simão, Goiás, na segunda-feira, 25, trazidos pelo Conselho Tutelar da cidade. Após serem ouvidos pelo juiz, receberam autorização para receber a guarda das crianças - elas estavam acolhidas provisoriamente em uma das casas do Projeto Teia.

As crianças, uma menina de sete anos e um menino de um ano, que estavam com sede e fome, foram sozinhas procurar vizinhos, porque acordaram em casa assustados quando não viram a mãe, no dia 15 de novembro deste ano.

O conselheiro tutelar Luciano Montoro, acompanhado da Polícia Militar, vistoriaram a residência e constataram que as crianças viviam em condições insalubres, porque a residência estava suja, sem comida e com o fornecimento de água cortado. O Conselho Tutelar levou o caso até o promotor de Justiça, André Luis Sousa, porque não era a primeira vez que a mulher teria abandonado os filhos sozinhos para ir beber. A dona de casa nega.

Baseado no relato do conselheiro tutelar, o Ministério Público determinou que a guarda das crianças fosse transferida.

Segundo Pelarin, antes da audiência, mãe e filhos passaram por avaliação de assistente social e psicólogo. Durante as avaliações, a menina de sete anos manifestou desejo de ir morar com os avós maternos.

Durante a audiência, a mãe não manifestou vontade contrária da perda temporária da guarda dos filhos, alegando que neste momento não reúne condições financeiras para cuidar dos filhos. "As crianças e os avós vão ser agora acompanhados pelo Conselho Tutelar e pela Justiça de São Simão, que vão avaliar as condições em que elas serão cuidadas", explica Pelarin.

Antes de determinar a transferência da guarda, a equipe da Vara da Infância tentou entrar em contato com os pais das duas crianças, porque ambos também têm responsabilidade sobre a situação. Mas a mulher informou o telefone apenas de um dos pais e, mesmo assim, não foi localizado.