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A pedido da promotoria

Júri de policial é adiado pela 2ª vez


    • São José do Rio Preto
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A ausência do delegado Eder Galavoti, testemunha chave do Ministério Público, adiou pela segunda vez o júri popular do policial militar Alexandre Mendes e do entregador Adriano da Rocha. Eles são réus pelo assassinato do morador de rua Bruno Alves de Campos, em fevereiro de 2014, na praça da Figueira, na Santa Cruz, região central de Rio Preto. A confirmação do adiamento foi feita pelo cartório da 5ª Vara Criminal. Uma nova data deve ser marcada pela juíza Gláucia Véspoli de Oliveira.

O julgamento estava previsto para esta quinta-feira, 28, mas como o delegado está fora do Brasil em cursos pela Polícia Civil, o promotor de Justiça do caso, José Marcio Rossetto Leite, pediu o cancelamento da sessão do júri. Galavoti foi arrolado como testemunha de acusação imprescindível, ou seja, importantíssima para a promotoria.

Durante o processo, a Justiça não conseguiu encontrar dois moradores de rua e uma terceira pessoa que testemunharam o crime. O delegado foi o único que ouviu essas pessoas e, desta forma, é considerado testemunha chave para a explanação da acusação. "Será nossa prova testemunhal", explicou o promotor. O primeiro adiamento do júri foi em maio deste ano.

O advogado de defesa do PM, Wagner Domingos Camilo, afirmou que respeita o pedido do MP. "O que eu entendo é que tanto o advogado quanto o promotor devem ter todos os instrumentos de defesa e acusação. Acho justo".

O caso

Alexandre e Adriano foram denunciados em julho de 2017 pelo promotor de Justiça José Heitor dos Santos. O PM é acusado de homicídio qualificado, e ambos por fraude processual, por suspeita de alteração da cena do crime. De acordo com a denúncia, depois de atirar contra o morador de rua, Mendes colocou uma faca na mão da vítima para tentar forjar legítima defesa. A versão foi desmentida por testemunhas, entre elas a jornalista Joseane Teixeira, que na época cobriu o homicídio pelo Diário e fez fotos da cena do crime que mostram a ausência da faca.