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MICROCHIP ANIMAL

Fernandópolis adota o uso de chip para controlar cães

Prefeitura de Fernandópolis implanta microchip em cães. Dispositivo armazena informações do pet e dos donos. Objetivo é facilitar a localização em caso de perda e evitar o abandono do animal


    • São José do Rio Preto
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A tecnologia como aliada ao combate do abandono de animais. É com esse objetivo que a Prefeitura de Fernandópolis vai implantar 13 mil microchips em cães de forma gratuita. Do tamanho de um grão de arroz e implantado com apenas uma "picadinha", os dispositivos estão sendo distribuídos por meio de ações da Secretaria Municipal de Saúde e do Centro de Controle de Zoonoses para cães domésticos e em situação de rua. Neste sábado, 9, a microchipagem será realizada no postinho de saúde do Pôr do Sol, das 8h às 15h.

"A ideia principal é evitar o abandono porque está acontecendo muito no município", afirmou o médico veterinário responsável pelo Centro de controle, Mileno Castro Tonissi. Apesar do órgão não ter uma estimativa de quantos cães vivem em situação de rua na cidade, o médico veterinário afirma que há registros de solturas de animais que precisam ser combatidos.

Segundo Tonissi, alguns donos abandonam os bichos no momento em que os cães mais necessitam. "Quando o animal adoece, acham mais fácil soltar do que tratar", disse. O monitoramento também pode facilitar a identificação de responsáveis por maus-tratos.

A microchipagem também tem como missão o controle populacional de cães. Outra vantagem está relacionada à própria segurança do animal. Apesar de não ter monitoramento por GPS, com apenas um leitor é possível identificar endereço e telefone do proprietário do animal. "Inclusive na semana passada uma pessoa informou sobre um cachorro perdido e quando passamos o leitor encontramos o dono," diz.

A implantação do dispositivo é simples. É inserido no dorso do animal por meio de uma agulha. "Não tem dor nenhuma. O dispositivo é colocado no dorso sem a necessidade de dar ponto", esclarece. O médico veterinário Lucas Lopes Fernandes acrescenta que a microchipagem pode ser feita inclusive em animais filhotes. "A aplicação é tranquila, pode provocar um pouquinho de dor, mas sem sangramento e pode fazer até em filhotes", disse.

O servidor público Humberto Machado, 54 anos, é "pai" do Benevides Antunes, um cachorro das raças shih-tzu e poodle, de um ano e meio de idade. O Benê, como é chamado pela família, foi microchipado. "Foi uma experiência muito positiva porque a gente se preocupa com o cachorro, se ele sair de casa a gente tem meios para reaver", disse. "O conselho é que vale muito a pena, leve, mas leve logo", completa.

Ações

As ações para microchipagem dos animais estão sendo realizadas desde outubro. Depois deste sábado, 9, as ações continuam na padaria São Francisco (23/11), no posto de saúde do CAIC (30/11), área do lazer do Santa Bárbara (07/12) e Centro Comunitário de Brasitânia (14/12). As ações serão realizadas das 8h às 15h.

 

Quantidade: 13 mil microchips - mas podem ser adquiridos mais dispositivos

  • Dispositivo do tamanho de um grão de arroz, implantado no dorso dos animais
  • Alvos: cães domésticos e em situação de rua
  • As ações estão sendo realizadas desde outubro e seguem aos sábados nas unidades de saúde
  • Não há custos para os proprietários
  • O dispositivo armazena dados de endereço, telefone e outros dados dos proprietários e responsáveis. O microchip não tem GPS

Objetivos:

  • Funcionar como meio de identificação, de controle populacional, contra abandono, casos de maus-tratos e segurança do próprio animal
  • Os dados são lidos por meio de um leitor adquirido pela Prefeitura
  • A Prefeitura não informou o valor gasto com o projeto
  • Os dados ficam guardados com o Centro de Controle de Zoonozes e com a Secretaria Municipal de Saúde
  • Os animais castrados já rece-bem os chips automaticamente

Fonte: Centro de Controle de Zoonoses de Fernandópolis

 

Nas clínicas particulares, a microchipagem é comum, principalmente de animais com "pedigree", e custa por volta de R$ 120. "Hoje é muito usado para viajar com os animais para fora do Brasil, para comprovar que está com a vacinação em dia", disse o médico veterinário Lucas Lopes Fernandes, dono de uma clínica em Rio Preto. "Você consegue colocar todas as informações: dono, origem, cartão de vacina", disse.

Na rede pública de Rio Preto, a Lei Municipal 549 de 2017, que determina a microchipagem e o registro de animais, ainda não foi regulamentada pela Prefeitura. Apesar disso, a diretora do Bem-Estar Animal, Karol Prado, informou que o departamento está com um projeto piloto. "Já microchipamos animais de vulnerabilidade e no castromóvel todos que estão sendo castrados estão sendo microchipados", disse. "Estamos trabalhando para levar para todas as castrações do município." (FP)