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França

Cena gastronômica que se renova

Cardápios estrelados são uma tentação na capital francesa


    • São José do Rio Preto
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6 - Almoçar com a melhor vista da cidade

A Torre Eiffel é outro monumento a comemorar em 2019 uma data redonda: 130 anos. O restaurante Le Jules Verne, no segundo andar, a 125m do solo, reabriu neste verão após uma reforma. Agora está sob a nova direção dos estrelados chefs Frédéric Anton (Le Pré Catelan, três estrelas Michelin) e Thierry Marx (Sur Mesure, duas estrelas), depois de uma década comandado por Alain Ducasse. O chef celebridade não gostou de perder a concessão e teve troca de acusações. Claro que alta gastronomia com vista e fofocas de bastidores tem seu preço. O restaurante mantém a estrela Michelin conquistada por Ducasse, e o menu de almoço (três etapas) custa 105 euros. A torre é aquele tipo de monumento que faz a gente feliz só por estar ali. Pode ser vista de diversos pontos da cidade e fica sempre bem nas fotos, de dia e à noite. Uma dica: é linda no final de tarde ensolarado visto da Ponte Alexandre III, perto do Grand Palais.

7 - Fazer uma extravagância gastronômica

Numa cidade com nove casas com três estrelas no Guia Michelin e 15 com duas, é até difícil escolher o que destacar na categoria jantar gourmet. Mas neste outono as atenções estão voltadas para o restaurante duas estrelas Le Gabriel, em endereço discreto e elegante, o hotel boutique La Réserve, perto do Grand Palais. Inaugurado há apenas quatro anos, La Réserve faz parte da associação Leading Hotels of the World. Em julho, foi considerado o melhor de Paris (e o que não falta nesta cidade é hotel de luxo bom) pela prestigiada publicação americana "Travel Leisure". Um item que pesou na avaliação foi justamente a gastronomia. Em agosto, Le Gabriel conquistou outro prêmio: o Best of the Best 2019 de "melhor experiência gastronômica" da Virtuoso, associação de consultores de viagens especializados no mercado de luxo.

São três diferentes menus degustação, a partir de cinco etapas, com preços entre 215 e 490 euros. Além de excelente cozinha francesa, espere um ambiente elegante em tons de branco e dourado, assinado pelo célebre designer parisiense Jacques Garcia, e serviço impecável. O chef Jérôme Banctel, que também cuida do cardápio da brasserie do hotel, conquistou as duas estrelas Michelin logo no primeiro ano após a abertura do restaurante. A brasserie La Pagode de Cos e o bar, decorados em tons de vermelho, também são muito bons e têm preços menos exuberantes. O bar, além de várias opções de vinhos em taça, tem carta de drinques originais assinada pela bartender Roxanne Remmery.

8 - Comer fora do circuito turístico

Um programa très parisien, o restaurante Brach, inaugurado há menos de um ano, fica no 16ème arrondissement, endereço chique e nada turístico. Num prédio com fachada espelhada, que reflete as construções mais antigas ao redor, tem design assinado por Philippe Starck. O restaurante acolhedor e confortável, no térreo de um hotel boutique novo do pequeno grupo francês Evok, é voltado para a rua e boa razão para conhecer um bairro diferente, repleto de lojas pequenas e únicas. Aposte em diversas entradas e pratos principais da deliciosa cozinha mediterrânea do chef Adam Bentalha. A ideia é pedir tudo ao mesmo tempo e compartilhar. Dá para combinar, por exemplo, o polvo à la plancha, grelhado com perfeição, e os bolinhos de risoto com açafrão. As coloridas sobremesas do premiado chef pâtisseur Yann Brys ficam expostas num balcão. Se a escolha for difícil (e vai ser), leve uma para depois. Para os chocólatras, fica a sugestão do Palais Intense Chocolat. Dica extra: não deixe de ir ao banheiro, no subsolo, só para dar uma espiada na fantástica piscina de 22m de extensão escondida ali.

9 - Beber bons drinques no país dos vinhos

Considerado o melhor bar de Paris e o 24º melhor do mundo segundo o ranking World's 50 Best Bars 2018, Le Syndicat valoriza o terroir francês. Todos os ingredientes dos drinques, inclusive as bebidas, e dos petiscos são de produção local. Perfeito para sair do óbvio na capital do país que produz alguns dos melhores vinhos do mundo. Diferentemente de muitos outros bons bares de drinques, Le Syndicat não fica num hotel de luxo. É um bar de rua, e uma improvável: Rue du Faubourg Saint-Denis, área de prostituição em processo de gentrificação. Chegue cedo para dar uma olhada na imponente Porte Saint-Denis, um arco monumental do século 17. E não desista diante da fachada decrépita. Os drinques são excelentes; o serviço, ótimo e descontraído; a música, boa e num volume que permite conversar. Dependendo do clima, há mesas também do lado de fora, ao ar livre. Quem quiser beber em pé é bem-vindo, seja no balcão ou na rua. Programa animado para esquentar qualquer dia mais frio de outono.