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França/Paris

Para flanar entre uma exposição e outra

Grandes mostras marcam esta temporada na cidade


    • São José do Rio Preto
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A seguir, confira nove motivos para você se apaixonar por Paris neste outono de 2019.

1 - Contemplar o dourado da folhagem

Na Rive Gauche, à margem esquerda do Rio Sena, o Jardin du Luxembourg é um dos maiores e mais belos parques públicos de Paris. Criado no século XVI, seus jardins ficam ainda mais fascinantes no outono, repletos de tons de amarelo, laranja, vermelho. Dá para passar um bom tempo sentado em frente ao lago e pensando em como a vida pode ser boa. A visita combina com um passeio por Saint-Germain-de-Près, bairro dos mais bacanas de Paris. Outra ideia é conjugar com arte a folhagem dourada do outono e ir ao Museu Rodin, que tem um jardim de esculturas tão bonito e com obras tão importantes e impressionantes como as do interior do prédio. O Jardin des Tuileries, em frente ao Museu do Louvre, também é um bom lugar para isso, ainda que mais movimentado. Na linda Place des Vosges, no Marais, as árvores formam um desenho encantador mesmo quando já perderam todas as folhas no alto outono. Escolha uma mesa no clássico Carette e acompanhe o vaivém pela praça com um café com croissant ou um bolo de laranja divino.

2 - Fazer uma prece pela Notre-Dame

Quando a Catedral de Paris pegou fogo em abril deste ano, às vésperas da Páscoa, a Igreja de Saint-Sulpice, nos arredores de Saint-Germain-des-Près, abrigou a maior parte das cerimônias programadas para a Semana Santa (a exceção foi a missa de domingo, realizada na Saint-Eustache, perto do Forum des Halles). Erguida ao longo do século XVII em estilo neoclássico, com colunas na fachada e duas belas torres, Saint-Sulpice é uma das maiores igrejas de Paris. Seu interior, que abriga belos vitrais e pinturas de Eugène Delacroix, foi usado como cenário do filme "O Código Da Vinci" (2006). Fica numa bonita praça com uma fonte com leões, a cinco minutos de uma das entradas do Jardim de Luxemburgo. Bem perto de Saint-Sulpice, na Rue Bonaparte, há uma pequena loja e café do chef pâtissier Pierre Hermé, que faz os melhores e mais coloridos macarons de Paris. Escolha uma doçura pour emporter e seja feliz num dos bancos da praça.

3 - Conhecer Da Vinci além da Monalisa

A pirâmide de vidro do Louvre, que nasceu controversa, este ano completou três décadas como um símbolo de Paris. O ponto alto das comemorações é agora no outono, com a inauguração no dia 24 de uma exposição em homenagem aos 500 anos da morte de Leonardo Da Vinci. O museu tem a maior coleção de pinturas do gênio da Renascença, e não apenas a Monalisa, vista diariamente por cerca de 20 mil pessoas. É o caso de "La Belle Ferronière", entre muitas outras. Mas nem precisa de data redonda para o Louvre ser sempre o museu mais visitado do mundo. Em 2018, foram 10,2 milhões de pessoas, batendo o recorde de 2012, quando foram inauguradas as lindas galerias de arte islâmica. No verão deste ano, recebeu tanta gente que, de maneira inesperada, fechou suas bilheterias por alguns dias. No outono, é pouco provável que isso aconteça. É também a melhor época para conseguir chegar perto da Monalisa. Para a mostra Da Vinci, será obrigatório, pela primeira vez na história do Louvre, comprar pela internet o ingresso de ¬ 17, que também dará acesso ao restante do museu. A exposição, a mais esperada da temporada, fica em cartaz até o final de fevereiro de 2020.

Outra mostra deste outono que só tem ingressos vendidos on-line é a retrospectiva do pintor Francis Bacon no Centre Pompidou, recém-inaugurada. Em novembro, o Beaubourg vai fechar suas célebres escadas rolantes, na fachada principal do museu, para reforma. Durante um ano, o acesso às coleções será por uma entrada secundária.

4 - Aproveitar o último outono do Grand Palais

Uma das áreas de exposição mais famosas de Paris, o Grand Palais vai fechar as portas em setembro de 2020. Durante quatro anos, a magnífica construção com sua cúpula envidraçada, erguida para a Exposição Universal de 1900, passará por uma gigantesca reforma. Reabre em 2024 a tempo de sediar competições de esgrima e taekwondo das Olimpíadas de Paris e, em seguida, volta a abrigar grandes mostras.

Antes disso, ainda neste outono, inaugura na próxima quarta-feira outra das mais aguardadas exposições da temporada, a de Toulouse-Lautrec. A retrospectiva vai reunir 200 obras, incluindo as célebres pinturas e ilustrações da vida boêmia em Montmartre durante a Belle Époque.

5 - Entrar no mundo de Van Gogh

Com pouco mais de um ano e em endereço improvável, desde a sua inauguração o Atelier des Lumières tem atraído muita gente à parte menos turística do 11éme arrondissement em busca de cores, luzes e música. Instalado no endereço de uma antiga fundição do século XIX, o centro de artes digitais realiza exposições imersivas num galpão industrial. Seu primeiro sucesso foi a projeção sonorizada de obras de Klimt, no ano passado. Este ano, é a vez de Van Gogh ter telas feitas ao longo de toda a sua carreira recriadas visualmente em "A noite estrelada", em cartaz até 31 de dezembro. As filas incomodaram a pacata vizinhança e agora o Atelier de Lumières só vende ingressos on-line.