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Criança e adolescente

Calor exige cuidados com as crianças

Especialistas dão dicas de como proteger os pequenos do calor intenso


    • São José do Rio Preto
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As altas temperaturas da primavera exigem cuidado redobrado com as crianças. Isso porque elas se desidratam mais facilmente e são mais suscetíveis a doenças. "A concentração de água no corpo dos mais jovens é bem maior que a de um adulto e, por isso, é altamente necessário, além da ingestão de líquidos, uma alimentação leve, fresca e de fácil digestão", explica o pediatra Luís Aurélio de Oliveira.

O tempo quente é um dos responsáveis pelo aumento nos casos de virose, diarreia e desidratação das crianças, por isso os pais precisam ficar atentos quanto à exposição delas ao sol. "Os pais devem criar o hábito de sair sempre com uma garrafinha de água, suco ou água de coco para hidratar o filho e evitar o refrigerante, pois hidrata", recomenda o pediatra Jorge Huberman.

Pele exige cuidados

Como a pele da criança é fina, as chances de sofrer uma insolação são muito maiores se comparadas aos adultos, assim o horário e a vestimenta também devem ser observados. É importante dar preferência a sair antes das dez horas ou depois das 16 horas, além de usar roupas frescas. "Roupas de algodão, linho ou claras são as ideais; evite as de fibras artificiais, elas esquentam", explica o pediatra. Mesmo saindo no horário correto, não se esqueça de usar o protetor solar indicado pelo pediatra da criança. Boné e óculos também são indicados.

Nessa época é comum o aparecimento das brotoejas, que nada mais são que uma reação local ao excesso de calor e suor, em que os poros de saída das glândulas de suor ficam obstruídos. "Com isso, temos o aparecimento de pequenas manchas e bolinhas vermelhas na pele que podem causar coceira e ardor", diz a pediatra Sonaira Fonseca. Para aliviar os sintomas como coceira e irritação é importante adotar alguns cuidados: "Evite a exposição solar, dê banho com água fresca e sabonete neutro, sem fragrâncias ou corantes, deixe a pele secar naturalmente, sem o uso de toalha; e aplique compressas frias no corpo", recomenda a pediatra.

Apetite

É comum que o apetite das crianças fique prejudicado no calor. Geralmente, é um quadro transitório e não há motivos para preocupação. "O mais importante é manter a hidratação, oferecendo líquidos como água e sucos de forma abundante e, para as refeições, optar por alimentos mais leves e naturais", diz Sonaira.

Olhos

O calor propicia o desenvolvimento de algumas doenças oculares e outras condições que podem afetar os olhos. Segundo a oftalmopediatra Marcela Barreira, águas contaminadas, cloro, protetores solares e o sol podem desencadear quadros de irritação ou ainda de conjuntivite alérgica.

Em casa, o ar-condicionado e o ventilador são aliados quando usados de maneira correta. Um ambiente muito frio, mesmo refrescando a criança, deixa a mucosa da garganta dela vulnerável às bactérias, com isso podem aparecer infecções como dor de garganta, por exemplo. "O correto é não deixar o ventilador em cima da criança, colocando o do lado oposto do seu filho. Já o ar-condicionado deve ficar numa temperatura mais amena, 23°C ou 24°C", afirma Jorge Huberman. Ele recomenda ainda aplicar soluções fisiológicas no nariz da criança, fazer inalações com soro e colocar um balde com água no quarto, longe do alcance da criança.

"Deixar a casa arejada no calor é indispensável, porém, é importante ficar atento aos insetos transmissores de doenças como a dengue e a chikungunya", diz Luís Aurélio de Oliveira. Uma saída para se proteger é o uso de mosquiteiros nas janelas e repelentes pela casa e pelo corpo.

Outro fator importante é não deixar a criança dormir com os cabelos molhados. Embora refresque, a umidade facilita o surgimento de fungos, provoca coceira e, quando a criança for coçar, pode se machucar.