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Saúde

Aliados do seu sono

Especialistas dizem que travesseiro ideal é o que se adapta às suas necessidades


    • São José do Rio Preto
    • máx 32 min 18

A cena de rolar de um lado para a outro na cama se repete todas as noites na casa de milhões de brasileiros, Segundo o Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM), 69% das pessoas têm dificuldade para dormir. O estudo indica que estamos dormindo menos e com pouca qualidade, o que pode causar prejuízos à saúde, à vida cotidiana e ao trabalho. Se você faz parte desse grupo, já parou para pensar que o problema pode estar no seu travesseiro?

"Se o travesseiro estiver impróprio, a posição da cabeça e do pescoço ficam incorretos e podem não só favorecer a condição do fechamento da região da faringe como também aumentar a dor e a tensão na região do pescoço e das costas no dia seguinte", explica Juliana Leandro, coordenadora do curso de fisioterapia do Centro Universitário FM.

O travesseiro também é peça-chave para evitar dores na cervical, pois ele é responsável por alinhar a curvatura da cervical. "Ele deve ser usado de forma com que a altura se encaixe entre a cabeça e o colchão, nem muito alto, nem muito baixo", afirma a fisioterapeuta Walkiria Brunetti.

"O travesseiro não deve ser nem muito alto nem muito baixo, mas ter a distância entre a nossa cabeça e o ombro", afirma o ortopedista Gilberto Anauate. Uma boa dica é utilizar travesseiros com altura e suporte apropriados ao biotipo de cada um e que favoreçam uma boa postura ao dormir.

Existe o travesseiro ideal?

Mas será que existe um travesseiro ideal para todos os tipos de pessoa? Segundo a consultora do sono, Renata Federighi, o que existe é um que se adapta melhor às necessidades de cada um.

Há três pontos fundamentais para levar em conta na hora da escolha: a posição em que você dorme, seu biotipo e, claro, o gosto pessoal. "O produto deve preencher o espaço entre a cabeça e o colchão e proporcionar alinhamento da coluna cervical com o tronco. Em termos práticos, significa que, ao deitar de lado, o pescoço deve formar um ângulo de 90º com o ombro", explica.

Questões pessoais, por outro lado, interferem em pontos como o toque e suporte da espuma - macia, média ou firme; formato - tradicional ou anatômico; conforto térmico; proteção antiácaro, dentre outros. "Uma pessoa alérgica dá maior atenção à proteção, enquanto alguém que produz muito suor prioriza o frescor do travesseiro", comenta. São detalhes que fazem toda a diferença na hora de dormir.

  • Pena de ganso: O material pode provocar crises alérgicas em algumas pessoas. Se você não tem nenhum problema, pode comprar;
  • Espuma: Costuma dividir opiniões. Para uns é muito duro, enquanto para outros têm a densidade ideal. Alguns modelos se adaptam ao formato da cabeça;
  • Látex: O material costuma esquentar. Use uma capa de algodão;
  • Ortopédico: Feito para quem tem problemas de postura e costuma ser duro demais para as pessoas, geralmente. Por não oferecer conforto, pode atrapalhar você a pegar no sono.
  • Altura: Ao dormir de lado, o travesseiro deve ser alto o suficiente para manter a espinha alinhada. O erro nesse cálculo resulta em uma posição incorreta durante o sono. Se você dorme de barriga para cima, melhor usar um encosto mais baixo, que não deixe o pescoço projetado para a frente. O ideal é buscar um travesseiro com densidade de 29 a 34 e com altura de aproximadamente 10 centímetros;
  • Temperatura: Um estudo feito por pesquisadores das universidades de Gyeongsang e de Sahmyook, na Coreia do Sul, aponta que uma característica crucial do travesseiro amigo do sono é manter nossa cabeça fresquinha. Os pesquisadores constataram que as versões recheadas de pluma de ganso e espuma levavam a um maior aumento de temperatura. Se forem seus materiais favoritos, use uma capa de tecido de algodão para refrescar;
  • Fronha: Como é com a fronha que nossa pele entra em contato, escolha um tecido que não cause irritação. Fique de olho na estampa. As cores escuras podem conter tinturas que aumentam o risco de reações alérgicas;
  • Substituição: Com o tempo, eles ficam deformados e cheios de micróbios. Porém, não existe um tempo exato de vida útil do travesseiro. O ideal é que a troca ocorra a cada dois anos.