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Saúde emocional

Os primeiros amigos

Relação entre primos é uma das mais significativas na vida


    • São José do Rio Preto
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Quem não tem uma boa história de traquinagens ou brincadeiras na infância que não envolva os primos? Viagens, férias, aventuras aos domingos na casa dos avós, segredos compartilhados. Não é para menos, nessa fase da vida é bastante comum se ter uma relação próxima entre primos e, por vezes, se forma ali uma grande amizade, com um vínculo tão forte quanto o de irmãos. E isso é muito bom para a formação psicológica das crianças. Os primos compartilham parte da narrativa familiar e proporcionam experiências amigáveis.

Para a pesquisadora Kristina S. Brown, do departamento de terapia de casal e família da Adler University, nos Estados Unidos, e estudiosa dessa relação, os primos são muito importantes, especialmente quando as famílias se tornam mais dispersas. "Eles se tornam recursos adicionais fora da nossa família de origem", explica.

Esses recursos, segundo Kristina, estão ligados principalmente ao apoio emocional. Mesmo que outros membros da família possam estar presentes, como tios e avós, os primos são mais propensos a oferecer apoio em tempos difíceis ou motivos de comemoração. "Isso porque, em muitos casos, eles compartilham laços geracionais. Ou seja, experiências em comum que garantem uma aproximação", complementa.

A pesquisadora diz ainda que as experiências compartilhadas favorecem o desenvolvimento de um bom relacionamento, e que mesmo que os primos estejam separados pela distância, eles mantêm uma ligação devido aos fatores únicos vivenciados por eles. "O que faz com que essas relações sejam muito mais fáceis de serem retomadas mesmo após longos períodos ausentes", diz.

Suporte concreto

A relação entre primos também resulta em um suporte mais concreto, já que indivíduos de uma mesma família são mais propensos a serem mais generosos entre si. Em estudo publicado no British Journal of Psychology, os participantes responderam que eram mais favoráveis a ajudar os parentes, incluindo os primos, antes de ajudar os amigos. E a resposta se manteve, mesmo quando os pesquisadores controlaram a proximidade emocional, sugerindo que não tivessem um vínculo emocional íntimo com o familiar em questão, a probabilidade de oferecer ajuda ainda se manteve.