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Para 75%, é bom ou ótimo viver em Rio Preto

Levantamento que encerra série de pesquisas do Diário feitas pelo Instituto PHD mostra satisfação do rio-pretense, que atinge níveis ainda mais altos nos jovens, entre os quais a avaliação favorável chega a 84,5%; 'O cidadão que faz essa classificação, aparentemente nunca vai se mudar e se mostra extremamente feliz com o que o município oferece', diz o coordenador da pesquisa, André Pioli


    • São José do Rio Preto
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A esmagadora maioria da população avalia como positiva a qualidade de vida em Rio Preto. É o que demonstra mais um resultado da pesquisa Diário, realizada pelo Instituto PHD de Campinas. Neste recorte do levantamento, 75,9% dos entrevistados responderam como "ótima" (18,7%) e "boa" (57,2%) a qualidade de vida que encontram na cidade para si e para a família.

Outros 20,6% responderam "regular" à mesma pergunta, enquanto apenas 1,5% consideram "ruim" e 1,2%, "péssima" as condições de sobrevivência no município. Houve também 0,8% dos entrevistados que não souberam ou não quiseram responder à pergunta.

A avaliação sobre a qualidade de vida em Rio Preto encerra a série de reportagens com base na pesquisa Diário/PHD, iniciada com a publicação em 1º de setembro dos índices de intenções de votos para possíveis candidatos a prefeito na eleição do ano que vem.

A pesquisa foi realizada nos dias 24 e 25 de agosto, quando foram entrevistados 402 eleitores. A margem de erro é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas no formato de abordagem residencial. O instituto ouviu eleitoras e eleitores de 16 até 60 anos ou mais de diferentes rendas, religiões e graus de instrução. No total, foram realizadas entrevistas em cerca de 30 bairros, divididos pelo instituto em seis regiões.

Se há divisões de opiniões quando o assunto é quem deve ser eleito prefeito no próximo ano, o mesmo não ocorre com avaliação geral da cidade. O cenário revelado pela pesquisa mostra que a avaliação positiva chega ao ápice de 87,6% em determinadas regiões. É o que acontece na análise de respostas de moradores da Boa Vista, um dos bairros mais tradicionais da cidade, Alto Rio Preto e Redentora (veja quadros ao lado). Eles classificaram a qualidade de vida como ótima ou boa em percentual acima da média registrada no geral.

"O resultado da pesquisa com relação à qualidade de vida chama a atenção. A sensação de otimismo é muito grande. É uma avaliação fantástica. Esse cidadão que faz essa classificação aparentemente nunca vai se mudar e se mostra extremamente feliz com o que o município oferece", afirmou o diretor do Instituto PHD, André Pioli.

De forma contumaz, Rio Preto aparece em pesquisas nacionais com bons índices de qualidade de vida. Pesquisas que levam em conta, por exemplo, indicadores sociais e econômicos.

Percentual geral acima da média também foi registrado em outras duas regiões, que compreendem bairros os jardins Arroyo, Maria Lúcia, Dom Lafayete e Nunes. Nesses locais, a nota de "ótima" ou "boa" para a qualidade de vida na cidade ficou em 79,4%. Na região que engloba São Francisco, Novo Mundo, Cidade Jardim e Tarraf 2, a avaliação positiva chegou a 84,2% dos entrevistados.

Mesmo nas regiões onde a avaliação positiva fica abaixo da média, as respostas que somam "boa" e "ótima" superam a avaliação de regular. Na região que engloba Vila Toninho, Parque Celeste e Santa Cruz, percentual de "ótimo" e "bom" é de 64,6%.

A pesquisa mostra que em bairros da zona norte, a classificação de "ótimo" e "bom" atingiu 67,4%. Essa avaliação ocorreu entre moradores do bairros Nato Vetorasso, Jardim Antonieta, Solo Sagrado e Vila União. Entre classificação negativa, o maior percentual foi de 4,6% entre entrevistados que moram nos jardins Bela Vista, João Paulo 2º e São Deocleciano. Em contrapartida, 71,1% dos entrevistados nessa mesma região acham que a qualidade de vida na cidade é "ótima" e "boa".

Com relação ao grau de instrução, o percentual de nota "ótima" chegou a 22,3% entre eleitores que possuem ensino médio completo e superior incompleto. Nesse mesmo estrato, outros 57,9% responderam boa.

Entre moradores com maior grau de instrução, a avaliação positiva atingiu 88,3% das opiniões. Entre os entrevistados que possuem ensino fundamental incompleto, o percentual de "ótimo" e "bom" caiu para 57,6%, bem abaixo da média geral.

A pesquisa mostra ainda que os jovens entre 16 e 24 anos são os que melhor avaliam a qualidade de vida na cidade. O percentual somado de ótimo e bom chegou a 84,5% entre eles. Em relação aos eleitores e eleitoras com 60 anos ou mais, essa mesma avaliação positiva chegou a 69,7%. "Nesse caso precisa avaliar se as pessoas mais velhas estão mais críticas do que as mais novas. O fato que é que sensação de otimismo está maior nos mais jovens", diz Pioli.

A pesquisa também mede opiniões por sexo, renda e até por trabalho.

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

"Rio preto é tudo pra mim". A declaração de amor à cidade, feita por Antônio Marcos Pereira Júnior, DJ de 21 anos, está longe de ser exceção. Pelo contrário, é quase uma unanimidade entre os moradores da maior cidade da região. Pesquisa do Diário, realizada pelo Instituto PHD, mostra que 75% da população tem a cidade como um lugar "ótimo" ou "bom" para viver e realizar sonhos.

"Rio Preto é tudo pra mim porque aqui tem de tudo", completa o DJ, morador do Jardim Maracaná, na zona sul. Ele conta que o fascínio pela cidade vem do fato de Rio Preto ser cheia de opções. "Tem muita coisa para fazer. É uma cidade completa", diz. "Rio Preto é muito jovem e criativa. Temos nossos artistas locais, toda uma cena passível de crescimento", acrescenta.

A pouco mais de quatro quilômetros do bairro de Júnior está uma família que também se diz apaixonada pela vida rio-pretense. O casal de empresários Glauco De Marchi, de 42 anos, e Aline Cacciatore, de 38, moram na Boa Vista, um dos bairros mais antigos da cidade e onde as avaliações positivas reveladas pela pesquisa chegaram aos 87,6% dos entrevistados.

"Eu já tive várias experiências fora de Rio Preto. Mas aqui temos qualidade de vida, saúde, educação, lazer. Mesmo sendo uma cidade grande, não temos tanto problemas no trânsito e na segurança", opina Glauco, que também é economista e tem uma empresa.

Aline veio de Presidente Prudente, quando casou com Glauco. Por aqui, a empresária estudou educação física, teve dois filhos - Leo, de 16 anos, e Caio, de 9 e fundou uma academia de cross training. "Aqui nunca faltou oportunidade para nós. Gosto bastante da cidade também para as crianças. Aqui temos lazer, entretenimento e muitas outras coisas de cidade grande."

O advogado Marcel Martins Costa, de 37 anos, nasceu em Rio Preto, mora no bairro Francisco Fernandes e considera a cidade "maravilhosa" para viver. "Somos referência em saúde. Vejo famílias que residem em Goiás fazer tratamentos médicos na nossa cidade", disse. Dona de uma loja, o advogado completa os elogios: "Temos diversos shoppings centers, várias casas noturnas e um canteiro de obras na área da construção civil".

Nas ruas o carinho pela cidade continua. "Rio Preto para mim é uma mini-São Paulo. Aqui, temos muitos condomínios de casas, sobrados, espaços para as crianças, coisas que só boas cidades têm", afirma a professora aposentada e artesã Mirian Martins Lopes Romeiro Pereira, de 54 anos, do Jardim Cristo Rei.

O carregador Bruno Vinicius Dias da Silva também é rio-pretense de nascimento e de coração. Ele mora no Jardim Nunes e enche os olhos de brilho ao falar do lugar onde teve todas as experiências de vida. "É ótima", afirma. "Uma das melhores cidades entre as grandes do Estado", completa a vendedora Daiane Indiane, 32 anos, moradora do Solo Sagrado.

A cidade também é sinônimo de bons momentos e importantes realizações para quem nasceu, fez a vida por aqui e daqui não quis sair em busca de novas experiências em outras cidades. "Uma das maiores [cidades] do Estado. Eu gosto muito", declara o armador de ferragens Hialo Vanderlei de Oliveira, 42 anos.

E para os forasteiros também sobra amor. "Cheguei em 1968 e não sai mais. Uma cidade sossegada que você não vê o que vê em outros lugares grandes", conta o garçom Ademar Ferreira de Almeida, de 74 anos. Viúvo, ele vive no bairro Castelinho com uma filha, de 42 anos, um filho, de 38, e um netinho de oito meses.

O que precisa

"Quem ama cuida. E cuida muito!", já dizia a poesia. Nesse tom, rio-pretenses também deixaram observações para ver a cidade ainda melhor. Na visão do advogado Marcel, a cidade precisa investir mais em saúde básica, em educação, segurança no trânsito e em geração de renda. "Os produtos comprados pelo município por meio de licitações poderiam ser fabricados aqui, por exemplo. Incentivo que eu acredito que melhoraria ainda mais a economia da cidade."

A geração de oportunidades de trabalho citada por ele foi também a observação mais lembrada pelos entrevistados. "A cidade poderia ter um índice melhor de emprego", pontua o carregador Bruno. "Falta oportunidade para mão de obra qualificada. Às vezes, bons profissionais precisam sair de Rio Preto para arrumar emprego à altura do currículo", completa a professora aposentada Miriam.

Há também quem pede mais qualidade para a educação pública. "A educação ainda é fraca, o ensino público poderia ser melhor", afirma Hialo. "Falta vagas em creches e escolas. Nós, mães, sofremos com isso. É muito difícil até conseguir conciliar a vaga com o trabalho", acrescenta a vendedora Daiane.

 

Recentes pesquisas e estudos colocam Rio Preto entre as melhores cidades para se viver. Avaliação realizada pela empresa de consultoria e estratégia Macroplan, divulgada no ano passado, mostra a cidade em terceiro lugar no País como a melhor para se viver. O estudo levou em conta índices da educação, saúde, segurança, saneamento e sustentabilidade, relativos a 2016. Neste ano, a Prefeitura recebeu prêmio pelo 7º melhor serviço de saneamento básico do Brasil, de acordo com o Instituto Trata Brasil.

O município apareceu em destaque em outras pesquisas ao longos dos últimos anos. Em 2012, por exemplo, a cidade foi apontada como a segunda melhor do País para se viver pelo estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Esses estudos costumam, por vezes, analisar dados informados pelo próprio município.

A pesquisa PHD ouviu os moradores em suas casas. "Ouvimos as pessoas de todas idades e faixa de renda", afirmou o diretor do instituto, André Pioli.